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#RS - TRADIÇÃO GUARANI - PRÉ-HISTÓRIA


Entre o I e o II século da nossa Era, o panorama do povoamento do Rio Grande do sul passa por uma mudança que vai modificar todo o sistema de uso desse espaço geográfico. Essa mudança é causada pela chegada da população portadora da tradição cerâmica Tupiguarani, que traz elementos novos como a confecção e o uso de cerâmica e uma economia baseada, não só na coleta, mas também na produção de alimentos por meio do desenvolvimento da agricultura. 
 
Essa população de origem amazônica, já em um contínuo processo de migração, chega ao atual território do Estado pela região noroeste, a partir da qual seguiu numa direção geral leste, em movimentos de curta distância, deslocando-se através de áreas de Floresta Estacional, povoando, assim, os ambientes nos quais poderia reproduzir seu modo de vida. Dessa forma, iam povoando e ocupando principalmente as áreas ao longo dos vales dos rios nas bacias do Uruguai e do Jacuí. 

A tradição Guarani pertence ao único grupo que se pode ter alguma certeza quanto da ligação entre as fontes arqueológicas e as informações históricas. Existe uma ligação aceitável entre os agricultores Guaranis atuais e seus antepassados, conhecidos pelos documentos históricos e pela cultura material da Tradição Tupiguarani. A língua dos Guaranis atuais é a mesma que foi falada para os jesuítas no século XVII, e os objetos descritos pelos padres desta época são os mesmos que encontramos nas escavações arqueológicas. Através de descrições dos viajantes, colonizadores, padres de diversas ordens e militares, podemos reconstruir com alguma certeza o modo de vida dos guaranis, pelo menos a partir da época do contato com os europeus. 
  
Habitaram os vales dos grandes rios, principalmente na região central, noroeste e litoral do Estado. Suas aldeias eram formadas por várias casas, sendo que em cada uma delas poderiam residir uma ou mais famílias aparentadas. 

Fonte:
André Luis Ramos Soares & Sergio Celio Klamt
Antecedentes Indígenas – Pré-História do Rio Grande do Sul

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