Nas ruas do
centro histórico de Triunfo, os prédios mais antigos não escondem a forte
influência portuguesa. Povoada por lusos, a terra de Bento Gonçalves também
contou com a colonização açoriana. Doada pela coroa a Manoel Gonçalves
Meirelles em 1747, a sesmaria onde hoje se localiza a cidade não demorou para
tornar-se povoado. Cerca de cinco anos depois, casais das ilhas dos Açores
chegaram para ocupar lotes na localidade fundada pelos portugueses. “Por serem
casados, eles estruturaram a sociedade de forma mais organizada”, entende o
historiador Rodrigo Pacheco. Não demorou até que a construção da igreja fizesse
os moradores do Porto da Forquilha sonharem alto. Aprovada pelo bispo do Rio,
no dia 4 de setembro de 1756 estava criada a capela curada de Nosso Senhor do
Bom Jesus do Triunfo.
HISTORIADORA ELMA SANT'ANA Manuela de Paula Ferreira, imagem do século XIX Em Camaquã, na Estância da Barra de Dona Antônia, irmã do General Bento Gonçalves, vivia Manoela com seus familiares. Vieram de Pelotas, que estava ocupada pelos imperiais. Manoela se enamorou perdidamente por Garibaldi, mas ela era destinada a um filho do comandante Farroupilha. Entre Manoela e Giuseppe – que ela chamava de José – houve um castro romance. O próprio Garibaldi, em suas memorias, escreveu “uma delas, Manoela, dominava absolutamente a minha alma. Não deixei de amá-la, embora sem esperança, porque estava prometida a um filho do Presidente. A Guerra dos Farrapos continua e uma nova missão – que o levaria até Anita, muda os planos do italiano e o amor pro Manoela. A ordem recebida por Garibaldi, chefe da Marinha Rio-Grandense, era difícil de ser cumprida: “Apoiar com seus lanchões as forças de David Canabarro incumbida de tomar Laguna, a fim de ali estabelecer um porto, h...


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