Pular para o conteúdo principal

Mineiros - As condições de trabalho


Trabalho da aluna:
Raquel Nunes
Turma: A7/2013
Noite

Rocildo Nunes Gaide
Ex Mineiro
67 anos
Arroio dos Ratos
Rocildo Nunes Gaide começou a trabalhar em minas de extração de carvão em Arroio dos Ratos e Charqueadas nos anos de 1970 à 1975. Os mineiros desciam através de um elevador mais conhecido com esquife, á 362 metros á baixo da terra, na galeria a sensação térmica era de 50 c°, tinha que trabalhar passando calor , não era falta de ar mas sim muito quente. Suas vestis eram bermudas e botas por causa da sensação térmica muita alta, e não se usava mascara.


O vento circulava nos túneis, havia duas entradas, uma puxava o carvão e outra que descia, era quatro turnos de seis horas, havia mais de 100 em cada turno. Cada andar tinha 12 pessoas, Rocildo trabalhou em varias galerias. Os primeiros mineiros desciam com lampiões de carbureto mais além já eram lanternas.
A extração era com dinamite, primeiro era furador e depois o madeireiro fazia a proteção para poder levar a extração e todos saiam da galeria pra detonar .
Por turno tiravam 300 carros de carvão, em Charqueadas na colônia penal bem no final da mina tinha uma ponta, que havia um buraco de extração, era em baixo do rio Jacuí caia pingos, momentos de muita tensão .
Foi uma experiência boa e também muito difícil, pois entrou nas piores galerias para trabalhar. Não tinha banheiro eles utilizavam as minas velhas abandonadas.

Há media de insalubridade 40% se aposentava com 15 anos de serviço. No sétimo dia de trabalho na mina ocorreu um acidente com leves ferimentos, mas foi um susto e tanto, pegou 15 dias de atestado. Em 1980 ocorreu um grave acidente em Charqueadas com vários mortos. Ele conta que foi uma experiência maravilhosa que marcou muito a vida dele.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

MANOELA: O AMOR GAÚCHO DE GARIBALDI

HISTORIADORA ELMA SANT'ANA Manuela de Paula Ferreira, imagem do século XIX Em Camaquã, na Estância da Barra de Dona Antônia, irmã do General Bento Gonçalves, vivia Manoela com seus familiares. Vieram de Pelotas, que estava ocupada pelos imperiais.  Manoela se enamorou perdidamente por Garibaldi, mas ela era destinada a um filho do comandante Farroupilha. Entre Manoela e Giuseppe – que ela chamava de José – houve um castro romance. O próprio Garibaldi, em suas memorias, escreveu “uma delas, Manoela, dominava absolutamente a minha alma. Não deixei de amá-la, embora sem esperança, porque estava prometida a um filho do Presidente.  A Guerra dos Farrapos continua e uma nova missão – que o levaria até Anita, muda os planos do italiano e o amor pro Manoela. A ordem recebida por Garibaldi, chefe da Marinha Rio-Grandense, era difícil de ser cumprida: “Apoiar com seus lanchões as forças de David Canabarro incumbida de tomar Laguna, a fim de ali estabelecer um porto, h...

HISTÓRIA DA AÇOS FINOS PIRATINI

Leandra Carvalho de Souza Pietro Vinícius Borges Pereira Thaissa Lorrana Naatz de Souza 9C/2018 I-INTRODUÇÃO O trabalho resgata a história da empresa Aços Finos Piratini desde o início do ano de 1973 até nossos dias de 2018.O que Aços Finos Piratini faz: é uma usina siderúrgica voltada para atender principalmente à indústria automotiva. II-JUSTIFICATIVA É importante que a população de Charqueadas compreenda a importância econômica e social desta empresa para história deste município. O significado da construção de um bairro para que os funcionários, que vinham de outros lugares, morassem em Charqueadas. Bem como a construção de um ginásio de esportes e um clube. E até mesmo a ponte que dá acesso a cidade foi construída pela Aços Finos Piratini. São exemplos da relevância desta empresa para o município. III-PROBLEMA Investigar a História da Aços Finos Piratini de sua origem até os dias de hoje buscando fontes históricas diversas. Compreender como se desenv...

UMBU - A LENDA

Existe uma lei no Pampa: todo gaúcho que cruza com uma árvore de umbu sempre tira o chapéu e faz uma saudação. É um costume tão antigo, que muitos nem sabem o motivo da reverência. Os escravos apreciavam o umbu pelo seu tronco largo e pela sombra de suas folhas, onde podiam descansar após um duro dia de trabalho. Os jesuítas que aqui aportaram séculos atrás utilizavam a árvore como demarcador de terras, um símbolo do Novo Mundo, aparecendo em vários mapas de toda a região platina. E antes ainda de os padres sequer pensarem em vir para a América, nossos índios já tinham muitas histórias sobre a árvore.  Ao longo dos tempos, a gente do campo criou outras tantas histórias em que o umbu aparece como amigo, pousada, abrigo, protetor, salvador, refúgio. Para muitos, é a árvore simbolo do Rio Grande do Sul.  Só que a madeira do umbu não presta para nada. É frágil, mole, quebradiça, sem uso, se desmancha com a menor força. De tão fina e sem consistência, o f...