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ANTIGAS LENDAS

Entrevista com a Professora: Célia Marina Cezimbra Silva As lendas desse lugar é que tem escravos acorrentados onde eram chicoteados e dizem que eles aparecem a noite e escutam gemidos e tem umas lendas que aparecem braços de vultos.             Os moradores antes da dona Célia Marina Cezimbra Silva foi avó Noemia Leão de Andrade, Felisberto Ignácio de Andrade e depois disso veio o filho do casal Calman Leão de Andrade, neto Antônio Marcos Andrade Cezimbra e família.             E a dona Célia Marina Cezimbra mora na sua propriedade a 17 anos, e ela tomou conhecimento porque vem de geração em geração, os objetos que ela tem sobre os escravos são os livros, e o seu Arlindo Machado trabalhou no cine teatro xarqueadas. A figueira tinha mais ou menos uns 200 anos pelo o que ela falou o cine teatro xarqueadas funcionava a 70 anos atrás.        ...

VILMA CASTRO

Dona Vilma Castro estudava na primeira escola de charqueadas que chamava-se Maria de Lurdes, lembra que era uma escola de madeira com uma área bem grande na frente. A escola Henri foi a primeira escola estadual. Ambas eram pequenas, pois a população era pequena. Escrevia-se em pedras com penas. Morou em uma chata de 1935 a 1940, só foi morar em terra firme, depois que passaram por um temporal em Lagoa dos patos, onde arrebentou o cabo que unia o vapor a chata e isso fez seu pai levar um susto e mandou ela, sua mãe e seus 5 irmãos voltar para terra firme. Conta ela que para chegar a Porto Alegre levava 4 horas e a Pelotas de 4 a 5 dias. Médico era só na colônia, em São Jerônimo ou em Arroio dos Ratos, o primeiro médico de Charqueadas foi o Dr. Coroliano, que hoje reside em Porto Alegre. Em 1989 foi eleita a primeira vereadora de Charqueadas, o prefeito era Aldo Moreira. Lembra ela que nessa época era muito bom ser vereadora, pois eram todos muito unidos, não existia nenhu...

EMANCIPAÇÃO DE CHARQUEADAS - ENTREVISTADO: ANÁPIO DE SOUZA FERREIRA

Professor: José Edimilson Kober A emancipação de Charqueadas só veio após o estabelecimento de três complexos industriais. Que se constituíram em um centro de atração populacional. As empresas (CADEM, Usina Termoelétrica e Aços Finos Piratini) aqui estabelecidas passaram a atrair trabalhadores de outras localidades. A emancipação de Charqueadas não ocorreu de uma hora para outra. Houveram tentativas anteriores. A primeira tentativa ocorreu em 1967.  Segundo o Jornalista Saldino Antonio Pires, jornais como a Folha Mineira e Zero Hora publicaram artigos manifestando favorável opinião pública da época. No entanto a ideia foi barrada pela lei complementar n° 1 de 9-11-67. Em 1975, ocorreu uma ideia, não muito feliz, de anexar Charqueadas ao município de Arroio dos Ratos. ENTREVISTADO:  ANÁPIO DE SOUZA FERREIRA Alunas: Ana Graziele, Gisele do Rio e Laura, No dia 24/03/2008. Escola Pio XII Foi criada a 1ª comissão para emancipação em 1964 mas nã...

GUERRA DOS FARRAPOS

Durante a chamada  Guerra dos Farrapos  no Rio Grande do Sul (1835-45), quando um homem livre era chamado a servir tanto nas forças rebeldes quanto nas imperiais, podia enviar em seu lugar (ou no lugar de um filho seu) um de seus trabalhadores escravizados. Em alguns casos, o alforriavam e alistavam. Também foi prática comum buscar atrair ou tomar cativos das tropas inimigas, trazendo-os para seu lado. O primeiro exército a utilizar negros escravizados como soldados foram os imperiais. Precisando também formar uma infantaria e sobretudo preferindo enviá-los como bucha-de-canhão, morrendo na frente em seu lugar, farrapos também os alistaram: eram os famosos Lanceiros Negros. Ambos, farrapos ou imperiais, prometiam também liberdade aqueles que desertassem das tropas rivais, mudando de lado. A maioria dos cativos que combateu nesta guerra foi obrigada a fazê-lo diante das condições impostas. Por outro lado, apesar da guerra ser horrível e violenta, era até preferível a vi...

CHARQUEADA MERIDIONAL

CHARQUEADA DE MANOEL FAUSTINO TAMBÉM CONHECIDA COMO: CHARQUEADA NÚMERO UM “O nome completo deste charqueador era, Manoel Faustino José Martins. Além da charqueada, ele tinha uma olaria. Era capitão e morava nesta área. Nesta charqueada, mais tarde, será construída a Charqueada Meridional, localizada na margem esquerda do Arroio dos Ratos. No Jacuí tinha uma ilha com o nome de Manoel Faustino, em sua homenagem.” Ramiro Fortes Barcelos “A charqueada Meridional foi construída na confluência do Arroio dos Ratos com o rio Jacuí no início do século XX, no local onde anteriormente estava a charqueada do capitão Manoel Faustino. O principal donatário foi F. de Barcelos, associado com o Cel. Júlio Rebelo.” “Este estabelecimento já estava abastecido de recursos modernos para o fabrico de charque, graxas e outras matérias primas. Carlos Alfredo Simch afirma que foi em 1906 que o médico e político Ramiro Barcelos fundou e dirigiu a charqueada Meridional, no local onde hoj...

GRANJA CAROLA

  Granja Carola / Iesa Alunas: Patrícia e Tatiane A Granja Carola possui uma longa história, remontando a um período em que suas terras haviam sido abandonadas por seus antigos proprietários. Anteriormente, nesta região, eram comercializados queijos, iogurtes e a nata, que desfrutavam de grande sucesso. Conta-se que o proprietário da época obteve tanto lucro que enriqueceu e decidiu deixar a propriedade, não mais demonstrando interesse por essas terras. Foi então que nossos patrões chegaram, estabeleceram-se aqui e entraram em disputa legal pela posse das terras, aparentemente obtendo sucesso nessa empreitada. Granja Carola Atualmente, a Granja Carola é dedicada ao cultivo de arroz, mas há planos para o futuro de construir uma fábrica e um porto de navegação. A ideia é fabricar navios e gerar empregos para uma considerável parcela da população. Já existe uma placa informativa na entrada das terras, indicando esses projetos. A iniciativa trará inúmeros benefícios para nossa c...

AS TREZE INDUSTRIAS DE CHARQUE - ORIGEM DO MUNICÍPIO

Homenagem ao senhor José Leão Vídeo da turma 8C/2015 As 13 Charqueadas Professores:   José Edimilson Kober Linara Martins Martin Calbar Por volta de 1774. O pioneiro na fabricação do charque foi o capitão Francisco Correia Sarafana, um fazendeiro em Arroio dos Ratos. Mais adiante, o coronel José Manoel de Leão adquiriu terras (provavelmente do capitão Sarafana) dando continuidade à produção saladeiril (nome dado à exploração das charqueadas), mantendo escravos no trabalho de salga da carne. Sabe-se que das 13 charqueadas que existiram no município, quatro pertenceram à família Leão.          O professor Benedito Veit exibe na capa do seu livro um mapa localizando as charqueadas. “Por que Charqueadas”?     Charqueada de número UM Pertenceu a Manoel Faustino José Martins. Além da charqueada, ele tinha uma olaria. Era capitão e morava nesta área. Nesta charqueada, mais tarde foi construída a Cha...

Fotos do ex-mineiro Wilmar Vasconselos de Lima

Fotos do ex-mineiro Wilmar Vasconselos de Lima. 

FOTOS ANTIGAS MINERAÇÃO DO CARVÃO CHARQUEADAS/RS

Em 1882,a Companhia Mineradora comprou terras e transferiu a via férrea e o porto de embarque para Charqueadas, onde foi construído um lavador, uma fábrica de “briquettes” e um estaleiro. O carvão, extraído em Arroio dos Ratos, era transportado até Charqueadas em trens. Depois em Charqueadas o carvão era embarcado (foto do 1° embarcadouro) em chatas puxadas por rebocadores e transportado até Porto Alegre e Rio Grande. Em 1954 foi iniciada a abertura e montagem do Poço da Octávio Reis. No ano de 1956 o carvão começou a ser extraído de uma profundidade de 300 metros. O primeiro equipamento completo (veja na foto “Poço Otávio Reis”) foi importado da Alemanha. Para aquela época, o equipamento era moderno e a mina podia ser comparada as maiores produtoras mundiais de carvão.

Heraldo Hass Kriger, ex-mineiro

Construção de galpão na mina. Aluna: Bianca P.Kriger Turma: A7/2015 Eu Bianca Pszigodinski Kriger entrevistei meu pai ex mineiro para contar sobre a mina na época em que ele trabalhava.  Meu nome é Heraldo Hass Kriger, eu comecei a trabalhar na mina em 1981 fiquei em um período de três anos e três meses.  O carvão era retirado por correias e carrinhos puxados por locomotiva e depois eram transportados para a Eletrosul, aqui mesmo de Charqueadas. Calderaria da COPELMI anos 80. A mina por dentro na parte de baixo tinha o chamo real “rua” que saia para a galeria, nós mineiros usávamos por exemplo capacetes, lanternas à bateria entre outros apetrechos. As ferramentas que nós usávamos eram por exemplo pá, picareta, martelete e broca entre outros para cavar. Me lembro de dois acidentes que ocorreram na mina, um deles na extração do carvão e o segundo foi construindo um silo no total desses dois acidentes três homens morreram. O salário não era muito, ...