segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O ANIVERSÁRIO - AÇOS FINOS PIRATINI


Aços Finos Piratini originou-se de um grupo de trabalho criado em 29 de julho de 1960 pelo governador gaúcho. A ideia de implantação de uma siderúrgica hoje, esta a siderúrgica não obstante a descrença de muitos e a oposição de varias correntes do centro do pais o Rio Grande ganhou a parada.Em 1996 a Aços Finos Piratini já estava pronta, faltava somente as fundações, dos prédios das áreas industriais.

Dia 27 de junho de 1973 a inauguração da AFP o professor Bernardo assim se pronunciou a incorpora se formalmente ao complexo siderúrgico brasileiro a ideia geratriz foi de fazer um uso racional dessa grande riqueza do solo Rio Grandense.Em 1987 ouve a grande luta de expansão da nossa empresa o presidente da empresa afirma que a instalação de equipamento para produção de aços aumentaria de 300 mim toneladas em investimento 267milhões que daria em torno de 700 Dólares por toneladas.


Jornal O Aço


Paulo Lippmann autor do documento titulo O Aniversário, esse texto se trata de vitória da raça em 1960, o bate-estaca em 1966, a inauguração em 1973, Aço para todos os mercados 1987.


Analise do jornal O Aço é um trabalho da aluna: Alessandra Castro da silva Dos Santos
Turma 9A/2016

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

ESCOLA MÔNICA



O autor do documento é desconhecido, o título é “Atendimento Pré- Escolar” na vila AFP: Escola Mônica. Se trata de uma reportagem sobre a Escola Mônica, que cita os objetivos, promoções sociais e oportunidades que a escola oferece a comunidade.

Em agosto de 1974 atendendo a solicitação da comunidade, a Escola Mônica foi implantada na Vila da AFP, que tem como objetivo do atendimento adequado ás crianças e oportunizar vivências, a escolinha é resultante de um trabalho integrado onde a comunidade participa através de promoções sociais.

A escola Mônica é de grande importância na alfabetização dos alunos, por ser uma escola em ótimas condições é muito bem aclamada pela comunidade que participa desse trabalho comunidade-empresa através das promoções sociais, como os bingos beneficentes fornecidos pela escola.


 Trabalho da aluna Larissa Avila analisando a fonte histórica jornal "O AÇO". Pio XII

CHAMINÉS DA USINA


Trabalho da aluna: Cecília Garboça
analisando o documento abaixo.
8C/2015

CHAMINÉS DA USINA
O autor do documento chama-se Nei Galimberti, a informação fornecida é sobre o fim da Poluição em Charqueadas.
O assunto se trata ao fim da poluição em Charqueadas, causada pelas chaminés da Usina. A usina solta poluição e estão sendo estudadas formas de sanar o problema com a instalação de 2 precipitadores eletrostáticos que deverá reduzir a poluição em até 98%.
É preciso fazer testes, o que torna tudo mais demorado. A previsão era acender o vapor n° 2 “a quente” com o objetivo de fazer cruzar por ele o particulado de cinza que será retido desse modo.
O engenheiro disse que a Usina ficará com os geradores de vapor 3 e 4 operando sem precipitadores eletrostáticos, somente com a mecânica. Com isso é preciso esperar que o precipitador número 2 seja aprovado.
Até o final de Agosto também será testado o precipitador eletrostático n° 1, quando ambos estiverem aptos a operar deverão ser retirados os números 3 e 4 que serão convertidos para esse novo sistema.
Eu gostei desta ideia, achei muito produtiva até pelo fato de reduzirem a poluição em Charqueadas, algum dia quem sabe até exterminar de vez esse problema, por que todo mundo sabe que pequenos atos de amor pelo planeta, mudam o mundo!



Pio XII

28/07/2015

sábado, 22 de outubro de 2016

ANTIGAS LENDAS

Entrevista com a Professora:

Célia Marina Cezimbra Silva


As lendas desse lugar é que tem escravos acorrentados onde eram chicoteados e dizem que eles aparecem a noite e escutam gemidos e tem umas lendas que aparecem braços de vultos.

            Os moradores antes da dona Célia Marina Cezimbra Silva foi avó Noemia Leão de Andrade, Felisberto Ignácio de Andrade e depois disso veio o filho do casal Calman Leão de Andrade, neto Antônio Marcos Andrade Cezimbra e família.

            E a dona Célia Marina Cezimbra mora na sua propriedade a 17 anos, e ela tomou conhecimento porque vem de geração em geração, os objetos que ela tem sobre os escravos são os livros, e o seu Arlindo Machado trabalhou no cine teatro xarqueadas.


A figueira tinha mais ou menos uns 200 anos pelo o que ela falou o cine teatro xarqueadas funcionava a 70 anos atrás.

         
  Nesta época o comércio era todo localizado na beira do rio e o transporte era feito por carroças e carretas e os alimentos eram em sacas e tinha lojas de aviamento, armarinhos.






Um trabalho da aluna: Eduarda Vaz Leivas                 
Turma:7D/2013

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

VILMA CASTRO


Dona Vilma Castro estudava na primeira escola de charqueadas que chamava-se Maria de Lurdes, lembra que era uma escola de madeira com uma área bem grande na frente. A escola Henri foi a primeira escola estadual. Ambas eram pequenas, pois a população era pequena. Escrevia-se em pedras com penas.
Morou em uma chata de 1935 a 1940, só foi morar em terra firme, depois que passaram por um temporal em Lagoa dos patos, onde arrebentou o cabo que unia o vapor a chata e isso fez seu pai levar um susto e mandou ela, sua mãe e seus 5 irmãos voltar para terra firme.


Conta ela que para chegar a Porto Alegre levava 4 horas e a Pelotas de 4 a 5 dias. Médico era só na colônia, em São Jerônimo ou em Arroio dos Ratos, o primeiro médico de Charqueadas foi o Dr. Coroliano, que hoje reside em Porto Alegre.
Em 1989 foi eleita a primeira vereadora de Charqueadas, o prefeito era Aldo Moreira. Lembra ela que nessa época era muito bom ser vereadora, pois eram todos muito unidos, não existia nenhum tipo de discriminação com ela, pelo contrário, todos a davam preferência pelo fato de ser mulher. Os vereadores eram bem participativos. Acredita que ganhou bastante votos pelo seu trabalho na previdência, pois gostava de ajudar as pessoas que chegavam lá com problemas.



Em 1993, quando trabalhava na secretária do bem estar, fundou junto com Elaine o Grupo da Terceira Idade, pois queria trazer para perto de si os idosos, queria tirar eles de dentro de casa e fazer com que eles tivessem uma vida social mais ativa. Na primeira reunião foram 8 pessoas, na segunda 12 pessoas, foi ai que pensaram em ter um lugar para essas reuniões, falaram com o Sr. Neri e começaram a se reunir no CTG. José Manoel conseguiu um terreno, e também madeiras para que eles fizessem o prédio. Hoje são 200 sócios, e com próprio trabalho refizeram todo o prédio em material.

Sua família era de Arroio dos Ratos, São Jerônimo e Porto Alegre, de Charqueadas eram muito poucos. Seus avós maternos eram muito poucos. Seus avós maternos eram Inelbrando Barbosa que era marítimo e morava em Charqueadas, e Gasparinda Barbosa. Seus avós paternos eram Laurindo Fraga que era agricultor e morava em Itapuã e sua avó chamava-se Laurentina Fraga.
Casou-se com Sr. Sideon Ramos de Castro, que no dia 28 de abril de 2008 fazem 26 anos de seus falecimento, era um homem forte, faleceu com problema de coração. Seu pai chamava-se Jovelino Pereira Fraga e sua mãe Ersilia Barbosa Fraga, Valmir Fraga, Iracema Nunes Fraga e Gladis de Lurdes Fraga e Sandro Fraga.

Lembra que o primeiro armazém foi de Mario Leão, chamava-se arranca olho, era próximo ao rio na rua Salvador Leão.

domingo, 9 de outubro de 2016

EMANCIPAÇÃO DE CHARQUEADAS - ENTREVISTADO: ANÁPIO DE SOUZA FERREIRA




Professor:
José Edimilson Kober

A emancipação de Charqueadas só veio após o estabelecimento de três complexos industriais. Que se constituíram em um centro de atração populacional. As empresas (CADEM, Usina Termoelétrica e Aços Finos Piratini) aqui estabelecidas passaram a atrair trabalhadores de outras localidades.
A emancipação de Charqueadas não ocorreu de uma hora para outra. Houveram tentativas anteriores. A primeira tentativa ocorreu em 1967.  Segundo o Jornalista Saldino Antonio Pires, jornais como a Folha Mineira e Zero Hora publicaram artigos manifestando favorável opinião pública da época. No entanto a ideia foi barrada pela lei complementar n° 1 de 9-11-67. Em 1975, ocorreu uma ideia, não muito feliz, de anexar Charqueadas ao município de Arroio dos Ratos.


ENTREVISTADO:
ANÁPIO DE SOUZA FERREIRA

Alunas: Ana Graziele, Gisele do Rio e Laura, 
No dia 24/03/2008.
Escola Pio XII



Foi criada a 1ª comissão para emancipação em 1964 mas não teve sucesso. Em 1979 Silmar Berbiger criou com outras pessoas uma nova comissão, essa comissão tinha a força de muitos comerciantes.
Foram várias viagens para Brasília. Muitas vezes financiada pelo comercio local. O principal argumento para a emancipação é que o dinheiro era só aplicado em? São Jeronimo e não em Charqueadas, sendo que charqueadas produzia muito. Três anos depois houve o plebiscito e foi criado o município de charqueadas. A votação ocorreu dia 28/03/1982 teve 96% de aprovação.
Em 28/04/1982, o governador Amaral de Souza sancionou a lei criando o município de Charqueadas. O prefeito de São Jerônimo naquela época era José Manoel Gonzales de Souza (morador de Charqueadas).
Um dos principais obstáculos que havia era que São Jerônimo tinha que ficar com 5 miléssimos da arrecadação, se ficasse com menos que isso poderia entrar na justiça e Charqueadas não se emanciparia mas a prefeitura de São Jerônimo nada fez. A cidade mãe que era São Jerônimo não poderia ficar com uma arrecadação muito baixa.
Em novembro de 1982, houve a primeira eleição para prefeito e vereadores, tinha 9 candidatos. A princípio o Sr. Anápio de Souza Ferreira não era candidato a nada, em a prefeito e nem a vereador, apenas comerciante e empresário morador de Charqueadas.



Aconteceram várias reuniões e não achavam um candidato, até que decidiram que o nome que fosse escolhido aquele dia seria do Sr. Anápio e como Vice Pedro Abel. Aconteceu a campanha, Anápio venceu a eleição e em fevereiro de 1983 ia acontecer a posse e aconteceu. Só que não havia nenhum prédio público, apenas uma sub-prefeitura muito pequena. O que foi feito então? O então prefeito Anápio alugou um prédio onde funcionava hoje o supermercado Bonato e lá fez a prefeitura e a câmara de vereadores. Para as obras de instalação contratou trabalhadores conhecidos em Charqueadas e comprou no comércio local material de construção, como tijolo, cimento, telhas, etc, já que não havia ainda dinheiro na prefeitura e nem como fazer uma licitação pois só iam tomar posse em fevereiro de 1983 e a eleição foi em novembro de 1982. As divisórias da prefeitura eram de telhas já que era mais barato e rápido. Assim começou a primeira prefeitura e câmara de vereadores.

Depois o segundo problema - materiais para trabalho - cadeira, mesa, máquinas de escrever, enfim tudo. Aos poucos foi se comprando, muitas vezes no comércio local. Depois com dinheiro em caixa já foi possível comprar ambulâncias, caminhões, carros e montar melhor o município.



Após instalada a prefeitura, o prefeito tinha que conseguir uma prefeitura em charqueadas e outros órgãos públicos. Mas onde seria a prefeitura? Numa praça, no centro, foi comprado o terreno onde é a prefeitura e a câmara. O projeto da prefeitura e câmara criado pela Arquiteta Eneida Ferreira Cidade. Alguns funcionários que trabalhavam em São Jerônimo na prefeitura, se quisessem poderiam vir para Charqueadas.
Um dos maiores problemas do início de Charqueadas além de instalar a prefeitura e órgãos públicos, também era a educação. Só havia escola municipal até a 4ª série a Escola. Pio XII, era um Galpão de madeira que foi reconstruído e implantado a educação até a 8ª série uma das obras mais caras da prefeitura. Nos bairros Santo Antônio, e São Miguel, também foram comprados terrenos próximos onde eram as escolas para aumentá-las.

Em 1988 terminava o mandato do prefeito Anápio que sai 3 meses antes e assume o diretório da AFP até 1990.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

GUERRA DOS FARRAPOS



Durante a chamada Guerra dos Farrapos no Rio Grande do Sul (1835-45), quando um homem livre era chamado a servir tanto nas forças rebeldes quanto nas imperiais, podia enviar em seu lugar (ou no lugar de um filho seu) um de seus trabalhadores escravizados. Em alguns casos, o alforriavam e alistavam. Também foi prática comum buscar atrair ou tomar cativos das tropas inimigas, trazendo-os para seu lado. O primeiro exército a utilizar negros escravizados como soldados foram os imperiais. Precisando também formar uma infantaria e sobretudo preferindo enviá-los como bucha-de-canhão, morrendo na frente em seu lugar, farrapos também os alistaram: eram os famosos Lanceiros Negros. Ambos, farrapos ou imperiais, prometiam também liberdade aqueles que desertassem das tropas rivais, mudando de lado.
A maioria dos cativos que combateu nesta guerra foi obrigada a fazê-lo diante das condições impostas. Por outro lado, apesar da guerra ser horrível e violenta, era até preferível a vida militar, com seus esporádicos combates, do que as agruras diárias da escravidão. A promessa de liberdade após o fim da luta certamente pode ter influenciado em muito o recrutamento daqueles homens. Uma promessa, aliás e como veremos, jamais cumprida.
Não havia igualdade nas tropas farroupilhas, muito menos democracia racial. Negros e brancos marchavam, comiam, dormiam, lutavam e morriam separadamente. Os oficiais dos combatentes negros eram brancos, e jamais um negro chegou a um posto significante, mesmo que intermediário, de comando. Aos Lanceiros Negros era vedado o uso de espadas e armas de fogo de grande porte. Não lutavam a cavalo, como costumam mostrar nos filmes e mini-séries de TV, mas sim a pé, pois havia o risco de se rebelar ou fugir. Sua arma principal era a grande lança de madeira que lhes deu nome e fama, algumas facas, facões, pequenas garruchas, os pés descalços, a bravura e o anseio pela liberdade prometida.
Seria anacronismo se quiséssemos que líderes farroupilhas tivessem um comportamento ou posições políticas avançadas e assim diferentes das existentes em seu tempo, mas defesa da Abolição da escravidão era bem conhecida e nada alienígena na época. Uma Abolição começou a ser decretada em Portugal em 1767, proibindo que fossem enviados para o reino mais cativos vindos da África, e em 1773 foi decretada uma Lei do Ventre Livre naquele país. Na Dinamarca, isso se deu em 1792. Na França, em 1794 (ainda que Napoleão tenha tentado restabelecer a escravidão no Haiti em 1802). No México, uma primeira tentativa de Abolição foi feita em 1810, mas foi finalmente vitoriosa em 1829. Bolívar libertou cativos em 1816-7, durante suas lutas por independência, e finalmente aboliu a escravatura em 1821. A Inglaterra, que havia findado a escravidão pouco antes da Revolta dos Farrapos, pressionava o Brasil pelo fim do tráfico negreiro desde 1808. Willian Wilbeforce, um dos maiores abolicionistas da história, morreu em 1833, ou seja, dois anos antes da guerra no Sul do Brasil. Farrapos, portanto, conheciam, sim, e muito bem o abolicionismo.
Entretanto,os principais chefes farrapos, Bento Gonçalves, Canabarro, Gomes Jardim e até Netto, dentre outros, eram todos ferrenhos escravistas. Quando aprisionado e enviado para a Corte no Rio de Janeiro, Bento Gonçalves teve o direito de levar consigo um de seus cativos para lhe servir. Ao morrer, o mais conhecido líder farroupilha deixou terras, gado e quase cinqüenta trabalhadores escravizados de herança aos seus familiares. Bem diferente do que fizera Artigas no Uruguai anos antes, os farrapos jamais propuseram uma reforma agrária ou mesmo uma distribuição de terras entre seus soldados, mesmo os brancos pobres, que dirá os negros. A defesa da escravidão era tão clara entre os chefes farrapos a ponto deles jamais sequer terem mencionado o fim do tráfico negreiro.
Ao fim da guerra e já quase totalmente derrotados, os farrapos incluíram entre suas exigências para o Império o cumprimento da promessa de liberdade que haviam feitos aos Lanceiros (principalmente porque temiam que eles formassem uma guerrilha negra na província já que a quebra da promessa os faria se rebelar ou fugir para o Uruguai, destino comum de diversos cativos fugitivos na época). Queriam entregar-se ao Império, acabar a guerra, voltar à normalidade, mas tinham os Lanceiros e a promessa que lhes haviam feito, e o Império, escravista até a medula, não queria cumprir essa parte do acordo.
Que fazer então? A questão foi resolvida na madrugada de 14 de novembro de 1844, quando o general farrapo David Canabarro entregou seus Lanceiros desarmados ao inimigo, tudo previamente combinado com Caxias. E no serro de Porongos, hoje região de Pinheiro Machado (interior do Rio Grande do Sul), foi dizimada quase toda a infantaria negra, enterrando de vez a preocupação dos farrapos e acelerando assim a paz com o Império. A instrução de Caxias a um de seus comandados foi clara e objetiva: a batalha teria que ser conduzida de forma tal que poupar apenas e dentro do possível o sangue de brasileiros (e o negro era então tratado como africano, mesmo que já nascido no Brasil).
Alguns historiadores apologistas ou folcloristas de CTGs consideraram aquela traição como Surpresa, já que pela primeira vez que o então vigilante Davi Canabarro teria sido surpreendido pelo inimigo. Conversa fiada! Enquanto dispôs suas tropas negras de tal maneira que ficassem desarmadas e descobertas, algo que até então nunca havia feito, Canabarro se encontrava bem longe e seguro do local, nos braços de Papagaia, alcunha de uma amante sua.
Após o combate, um relato oficial avisou a Caxias que pelo menos 80% dos corpos caídos no campo de Porongos eram de homens negros. Calcula-se que, nos últimos anos daquela conflito, os farrapos ao todo somavam uns cinco mil homens, sendo que algo em torno de mil eram Lanceiros Negros. Após o Massacre de Porongos, porém, restaram apenas uns 120 deles, feridos, alguns mutilados, e que foram primeiramente enviados para uma prisão no centro do país e depois dispersados para outras províncias, ainda mantidos como cativos.
Feito isso, deu-se a chamada rendição e paz do Poncho Verde, onde senhores escravistas dos dois lados trocaram abraços e promessas de lealdade e, logo depois, marcharam juntos e sob a mesma bandeira imperial contra o Uruguai, Argentina e Paraguai.

Bibliografia
FACHEL, José Plínio Guimarães. Revolução Farroupilha. Pelotas: EGUFPEL, 2002.
FERREIRA, Hemerson. Da Revolta à Semana Farroupilha: entre tradição e a história. http://prod.midiaindependente.org/en/blue/2009/08/451359.shtml
FLORES, Moacyr & FLORES, Hilda Agnes. Rio Grande do Sul: aspectos da Revolução de 1893. Porto Alegre: Martins-Livreiro, 1993.
GOLIN, Tau. Bento Gonçalves, o herói ladrão. Santa Maria: LGR, 1983.
LEITMAN, Spencer. Raízes sócioeconómicas da Guerra dos Farrapos: um capítulo da história do Brasil no século XIX. Rio de Janeiro: Graal, 1979.
MAESTRI, Mário. "O negro escravizado e a Revolução Farroupilha". In: O escravo gaúcho: resistência e trabalho. Porto Alegre: UFRGS, 1993, pp76-82.
 Hemerson Ferreira é historiador.

domingo, 21 de agosto de 2016

CHARQUEADA MERIDIONAL


CHARQUEADA DE MANOEL FAUSTINO
TAMBÉM CONHECIDA COMO: CHARQUEADA NÚMERO UM



“O nome completo deste charqueador era, Manoel Faustino José Martins. Além da charqueada, ele tinha uma olaria. Era capitão e morava nesta área. Nesta charqueada, mais tarde, será construída a Charqueada Meridional, localizada na margem esquerda do Arroio dos Ratos. No Jacuí tinha uma ilha com o nome de Manoel Faustino, em sua homenagem.”

Ramiro Fortes Barcelos
“A charqueada Meridional foi construída na confluência do Arroio dos Ratos com o rio Jacuí no início do século XX, no local onde anteriormente estava a charqueada do capitão Manoel Faustino. O principal donatário foi F. de Barcelos, associado com o Cel. Júlio Rebelo.”



“Este estabelecimento já estava abastecido de recursos modernos para o fabrico de charque, graxas e outras matérias primas. Carlos Alfredo Simch afirma que foi em 1906 que o médico e político Ramiro Barcelos fundou e dirigiu a charqueada Meridional, no local onde hoje situa-se a “Colônia Penal”. Houve no local um belo casarão de estilo colonial português, onde o senador chegou a morar algum tempo.”


“Cidislau afirma que as paredes do casarão tinham um metro de grossura e era feito de tijolos, taquaras e barro. Este prédio serviu também de escola por algum tempo, tendo como um dos seus alunos Hipólito Alves dos Santos (73 anos), pai da professora Solange Payhan, professora da Escola Ramiro Barcelos. Por volta de 1979 procurou-se transformar este casarão em Museu das Charqueadas.



 Após a falência do Meridional, passou para um banco, e o resto passou para o Estado. Em 1908, lá foi criado um posto Zootécnico e depois transformado em hospício para insanos. Durante o Estado Novo tornou-se Penitenciária Agrícola e mais tarde Colônia Penal Agrícola Gal. Daltro Filho. ... No início da década de 1970 a Col. Penal Agrícola virou na atual Penitenciária do Jacuí (PEJ).”

domingo, 14 de agosto de 2016

CHARQUEADA DO SÍTIO DO SOBRADINHO




Também chamada de charqueada de número seis.

CHARQUEADA DE JOÃO DA COSTA

“Os prováveis herdeiros de João da Costa foram dois caixeiros viajantes: Ballvê e Rahbe. Hoje o local denomina-se Sitio Sobradinho, provável  homenagem ao sobrado que ainda se localiza lá, que foi a sede desta charqueada.”
Esta área atualmente pertence ao Senhor Ilo Lopes Teixeira, que converteu o local em sitio de lazer e um local de pesca “pesque e pague”. Perto dos lagos pode-se ainda hoje encontrar restos de ossos. Ao lado de um dos lagos encontramos sinais evidentes de farinha de ossos, no local onde aconteceu um aterro para facilitar o acesso ao lago”.



VERA ALVES
                                                   O  Sobradinho

Localizado na Vila Santo Antônio o senhor Evalino Coelho . Na década de 1920 o casal foi morar com seus 6 filhos no sobradinho mas dividiam o espaço com outras famílias na época não tinha janelas nem portas eram feitas cortinas de lençóis velhos. O senhor Evalino coelho trabalhava na ilha fazendo plantação e ali casou uma das filhas ao 27 anos. Nair coelho casou e foi morar no centro de Charqueadas e la ficou alguns anos e acabou voltando para o sobradinho.Seu Osmar Machado começou a trabalhar na plantação na ilha e ao atravessar o rio com sua filha e outro senhor acabou virando o barco e o senhor Osmar acabou falecendo  e alguns anos após seus pais também faleceram e a dona Nair coelho com seus filhos abandonaram o  Sobradinho.



Mas na época o dono do sobradinho ainda existiam e eles arrendou para dona Morena link ao passar o tempo dona Morena link ficou viúva e saiu do sobrado já nesta época o dono morreu e os filhos continuou arrendando com o passar do tempo os herdeiros sumiram e o seu Ilo tomou conta ao passar do tempo a prefeitura tomou conta de uma parte e seu Ilo fez uso capeão e tornou-se dono de parte das terras e fez um pesque e pague ,campo de futebol.e cuida de animais cobrando taxas para manter os animais .

 Mas o sobradinho continua em estado de calamidade não fizeram reforma alguma e dona Nair está com 84 Anos e com muita saúde e consciente relembra toda sua passagem pelo Sobradinho. 




terça-feira, 1 de março de 2016

GRANJA CAROLA


Granja Carola / Iesa


 Alunas: Patrícia e Tatiane

A granja carola é muito antiga, quando nossos patrões chegaram essas terras tinham sido abandonadas pelos seus antigos donos, antes era vendido por aqui queijo, iogurte e a nata fazia muito sucesso.


Granja Carola

Dizem que o dono lucrou tanto que enriqueceu e foi embora e não quis mais essas terras, então meus patrões aqui chegaram se instalaram. Brigaram na justiça e parece que ganharam. Hoje plantam arroz, mas futuramente haverá uma fábrica um porto de navegação, vão fabricar navios e vão gerar empregos para muita gente, já a uma placa na frente das terras informando, vai ser muito bom para nossa cidade, proporcionara empregos turismo porque muita gente vai querer conhecer vai ser muito lucrativo para nossa cidade.

         Venha conhecer essa terra ela é muito acolhedora é a cara de nossa cidade, já trabalho aqui a 5 anos e adoro tudo isso.



ASSISTA AO VÍDEO ABAIXO:
Visita a granja Carola



Alunas: Patrícia e Tatiane


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

AS TREZE INDUSTRIAS DE CHARQUE - ORIGEM DO MUNICÍPIO

Homenagem ao senhor José Leão



Vídeo da turma 8C/2015
As 13 Charqueadas

Professores:
 José Edimilson Kober
Linara Martins Martin Calbar

Por volta de 1774. O pioneiro na fabricação do charque foi o capitão Francisco Correia Sarafana, um fazendeiro em Arroio dos Ratos. Mais adiante, o coronel José Manoel de Leão adquiriu terras (provavelmente do capitão Sarafana) dando continuidade à produção saladeiril (nome dado à exploração das charqueadas), mantendo escravos no trabalho de salga da carne. Sabe-se que das 13 charqueadas que existiram no município, quatro pertenceram à família Leão.
         O professor Benedito Veit exibe na capa do seu livro um mapa localizando as charqueadas. “Por que Charqueadas”?  
 

Charqueada de número UM


Pertenceu a Manoel Faustino José Martins. Além da charqueada, ele tinha uma olaria. Era capitão e morava nesta área. Nesta charqueada, mais tarde foi construída a Charqueada Meridional, localizada na margem esquerda do Arroio dos Ratos. No Jacuí tinha uma ilha com o nome de Manoel Faustino, em sua homenagem”. 








Charqueada número 2 de Jerônimo Poeta “Provavelmente esta área (logo depois da primeira charqueada) foi adquirida por Francelina Bueno de Paula, que é avó da família Pires. Francelina faleceu com mais de 100 anos, já faz uns 140 anos. Ela portanto, foi testemunha da existência das antigas charqueadas de acordo com Cidislau Antônio Pires. Por lá existiu um velho casarão. Esta charqueada começava com a atual rua Costa e Silva.”

A direita Sra. Francelina Bueno de Paula
Charqueada de número 3 de Manoel Leão
Qorpo Santo

“O Cel. José Manoel de Leão é natural de Laguna (SC) tendo se mudado para Triunfo, onde chegou a ser comandante da Legião da Guarda Nacional; eleito vereador por duas vezes, no primeiro quadriênio em 1832 e também na segunda eleição em 1836. Foi fazendeiro e charqueador, no atual município de Charqueadas, morreu na madrugada de 18/09/1839, na sua charqueada, vítima de uma emboscada. Ele é pai de José Joaquim de Campos Leão “Qorpo Santo””.







Com relação a charqueada de número 4 de Juca Leão
José Leão na colheita, ilha da Paciência.


“Esta ficava ao lado da charqueada de Manoel Leão, no local onde fica o sítio Figueiras. Tem no local várias figueiras bem antigas. Conforme depoimento do Dr. Fernando Antônio Abreu, existiu um casarão, as margens do Jacuí que se localizava na área da mencionada charqueada. Hoje está área pertence ao Dr. José de Araújo Dornelles. Acredita-se que estes dois irmãos, Manoel e Juca, formaram a antiga chácara Leão, existente nesta área das duas charqueadas geminadas”.


A charqueada de número 5 de: Manuel Fernandes Lima, é considerada por muitos o lugar mais bonito de Charqueadas – O Porto Capela.



“Ficava onde hoje está o sítio Porto Capela do Dr. Fernando Antônio de Abreu e Silva. O nome de Porto Capela, deve-se ao fato de ter havido um porto em frente a esta charqueada: porto Dornelles. O nome Capela refere-se a primeira capela de Charqueadas dedicada a Santo Antônio, que levou sete anos para ser construída e que foi inaugurada em 28/04/1912.”

 Charqueada de número 6 de João da Costa, 
chamada de Sítio do Sobradinho



“Os prováveis herdeiros de João da Costa foram dois caixeiros viajantes: Ballvê e Rahbe. Hoje o local denomina-se Sitio Sobradinho, provavel homenagem ao sobrado que ainda se localiza lá e que foi a sede desta charqueada”.






Charqueada de número 7 de Francisco Borges

Esta charqueada localizou-se no coração da vila Santo Antônio,, povoado que existe uns 30 anos, de acordo com a professora Maria Gladis Beux. O Senhor Cidislau Pires conta que, uns 30 anos passados a UFRGS recolheu nesta antiga charqueada vários restos de ossos do gado ai abatido. Um dos moradores mais antigos desta área foi Artur Dornelles, avô do Dr. Jairo Dornelles. A escola é uma homenagem a este morador antigo. Na opinião de Mário Antônio Dornelles, o proprietário Artur Dornelles tinha uns 80 escravos e que por lá existiu uma senzala.
Por este motivo acredita-se que existiram em média 80 escravos em cada uma das 13 charqueadas.

Charqueada de número 8 – de Chico Leão



José Leão, 1950.

O nome deste charqueador é Francisco Leão, irmão do Cel. Manoel Leão, o qual também foi vítima da emboscada de 18/09/1839, na qual morreram várias outras pessoas.
Este estabelecimento saladeiril é a terceira charqueada que pertenceu a família Leão e que se localizava depois da vila Santo Antônio, no terreno hoje do grupo Gerdau. Jocelim Araújo (Joça) afirma que atrás da Gerdau havia um túnel, perto do rio Jacuí. O casal Araújo (Jocelim e Elizete) tinham um avô paterno – José Bento de Araújo que trabalhou nas charqueadas.















Charqueada de número 9 de Dona Maria Guedes
Mapa localizando as charqueadas.

A charqueada pertenceu a Da. Ma. Guedes, também ficava em área do atual grupo Gerdau. Cidislau Antônio Pires diz que toda área da Piratini era uma fazenda, portanto,própria para a localização de uma charqueada. É evidente que as charqueadas ficavam o mais próximo do rio Jacuí, dependendo do terreno ser mais baixo ou mais alto.










Charqueada de número 10 de Dona Senhorinha
Obras construção usina.

         A charqueada de número 10 ficava logo depois da Gerdau, em área da COPELMI. Conforme Joça, também atrás da área de COPELMI houve um túnel com portão de ferro no meio. No rio Jacuí tinha uma ilha com o nome Senhorinha, justa homenagem a esta charqueadora.


Charqueada de número 11 do Cel. Manoel dos Santos



Também está charqueada deve ter ficado em área pertencente a COPELMI já mais perto do antigo porto Mauá, onde a partir de 1890 a Companhia Estrada de Ferro e Minas São Jerônimo começou a construir seu porto.
Joça afirma que atrás da COPELMI existiu um casarão, provável sede desta charqueada.


Charqueada de número 12 de Maia


Cinema e escola, 1834.

Esta charqueada tinha o nome de Maia, pertencendo a esta família. Localiza-se no espaço onde ficava o antigo cinema e o prédio famoso, visto por A. Isabelle em 1834. Foi a partir desta área que surgiu o povoado que dará origem ao atual centro de Charqueadas. Havia também um porto por lá.

Este casarão deve ter sido a sede desta charqueada. O prédio ficava na atual rua Ricardo Louzada e ruiu no início deste século, após ter sido habitado por vários moradores, na opinião de Ester Gonzales de Souza, moradora do local, afirma que o casarão era feito de pedra, barro e tijolos bem grandes e a parede tinha um metro de grossura. Ester Gonzales conta que foi encontrado um tesouro na escada dos fundos.

Charqueada de número 13 de Dona Antônia



O nome completo desta proprietária é Da. Antônia Luiza de Lima, que foi a terceira mulher dona destas antigas charqueadas. Esta última charqueada, antes do Arroio Leão, ficava no entorno do Estádio Municipal. A sede deste estabelecimento de charque ficava no sítio de Júlia Sieben, pertencendo hoje a sobrinha de Júlia, Cecita Sieben.

O sitio mencionado fica em frente ao CTG Raízes da Tradição. Pelo depoimento de alguns moradores da redondeza foram encontrados ossos de animais, por ocasião da terraplanagem do estádio. Popularmente esta charqueada, tinha o nome de Arranca Toco. Esta foi a última das 13 antigas charqueadas.

O homem é sujeito da história, faz, transforma, constrói e reconstrói fatos. Faz- se muito importante conhecer o passado, entender o presente e preparar o futuro.
Não vivemos de passado, mas necessitamos do seu legado. Do charque à indústria, quantos sobreviveram para contar esta história de longa data?

Parabéns aos charqueadores do passado e aos charqueadenses do presente.