domingo, 21 de agosto de 2016

CHARQUEADA MERIDIONAL


CHARQUEADA DE MANOEL FAUSTINO
TAMBÉM CONHECIDA COMO: CHARQUEADA NÚMERO UM



“O nome completo deste charqueador era, Manoel Faustino José Martins. Além da charqueada, ele tinha uma olaria. Era capitão e morava nesta área. Nesta charqueada, mais tarde, será construída a Charqueada Meridional, localizada na margem esquerda do Arroio dos Ratos. No Jacuí tinha uma ilha com o nome de Manoel Faustino, em sua homenagem.”

Ramiro Fortes Barcelos
“A charqueada Meridional foi construída na confluência do Arroio dos Ratos com o rio Jacuí no início do século XX, no local onde anteriormente estava a charqueada do capitão Manoel Faustino. O principal donatário foi F. de Barcelos, associado com o Cel. Júlio Rebelo.”



“Este estabelecimento já estava abastecido de recursos modernos para o fabrico de charque, graxas e outras matérias primas. Carlos Alfredo Simch afirma que foi em 1906 que o médico e político Ramiro Barcelos fundou e dirigiu a charqueada Meridional, no local onde hoje situa-se a “Colônia Penal”. Houve no local um belo casarão de estilo colonial português, onde o senador chegou a morar algum tempo.”


“Cidislau afirma que as paredes do casarão tinham um metro de grossura e era feito de tijolos, taquaras e barro. Este prédio serviu também de escola por algum tempo, tendo como um dos seus alunos Hipólito Alves dos Santos (73 anos), pai da professora Solange Payhan, professora da Escola Ramiro Barcelos. Por volta de 1979 procurou-se transformar este casarão em Museu das Charqueadas.



 Após a falência do Meridional, passou para um banco, e o resto passou para o Estado. Em 1908, lá foi criado um posto Zootécnico e depois transformado em hospício para insanos. Durante o Estado Novo tornou-se Penitenciária Agrícola e mais tarde Colônia Penal Agrícola Gal. Daltro Filho. ... No início da década de 1970 a Col. Penal Agrícola virou na atual Penitenciária do Jacuí (PEJ).”

domingo, 14 de agosto de 2016

CHARQUEADA DO SÍTIO DO SOBRADINHO




Também chamada de charqueada de número seis.

CHARQUEADA DE JOÃO DA COSTA

“Os prováveis herdeiros de João da Costa foram dois caixeiros viajantes: Ballvê e Rahbe. Hoje o local denomina-se Sitio Sobradinho, provável  homenagem ao sobrado que ainda se localiza lá, que foi a sede desta charqueada.”
Esta área atualmente pertence ao Senhor Ilo Lopes Teixeira, que converteu o local em sitio de lazer e um local de pesca “pesque e pague”. Perto dos lagos pode-se ainda hoje encontrar restos de ossos. Ao lado de um dos lagos encontramos sinais evidentes de farinha de ossos, no local onde aconteceu um aterro para facilitar o acesso ao lago”.



VERA ALVES
                                                   O  Sobradinho

Localizado na Vila Santo Antônio o senhor Evalino Coelho . Na década de 1920 o casal foi morar com seus 6 filhos no sobradinho mas dividiam o espaço com outras famílias na época não tinha janelas nem portas eram feitas cortinas de lençóis velhos. O senhor Evalino coelho trabalhava na ilha fazendo plantação e ali casou uma das filhas ao 27 anos. Nair coelho casou e foi morar no centro de Charqueadas e la ficou alguns anos e acabou voltando para o sobradinho.Seu Osmar Machado começou a trabalhar na plantação na ilha e ao atravessar o rio com sua filha e outro senhor acabou virando o barco e o senhor Osmar acabou falecendo  e alguns anos após seus pais também faleceram e a dona Nair coelho com seus filhos abandonaram o  Sobradinho.



Mas na época o dono do sobradinho ainda existiam e eles arrendou para dona Morena link ao passar o tempo dona Morena link ficou viúva e saiu do sobrado já nesta época o dono morreu e os filhos continuou arrendando com o passar do tempo os herdeiros sumiram e o seu Ilo tomou conta ao passar do tempo a prefeitura tomou conta de uma parte e seu Ilo fez uso capeão e tornou-se dono de parte das terras e fez um pesque e pague ,campo de futebol.e cuida de animais cobrando taxas para manter os animais .

 Mas o sobradinho continua em estado de calamidade não fizeram reforma alguma e dona Nair está com 84 Anos e com muita saúde e consciente relembra toda sua passagem pelo Sobradinho. 




terça-feira, 1 de março de 2016

GRANJA CAROLA


Granja Carola / Iesa


 Alunas: Patrícia e Tatiane

A granja carola é muito antiga, quando nossos patrões chegaram essas terras tinham sido abandonadas pelos seus antigos donos, antes era vendido por aqui queijo, iogurte e a nata fazia muito sucesso.


Granja Carola

Dizem que o dono lucrou tanto que enriqueceu e foi embora e não quis mais essas terras, então meus patrões aqui chegaram se instalaram. Brigaram na justiça e parece que ganharam. Hoje plantam arroz, mas futuramente haverá uma fábrica um porto de navegação, vão fabricar navios e vão gerar empregos para muita gente, já a uma placa na frente das terras informando, vai ser muito bom para nossa cidade, proporcionara empregos turismo porque muita gente vai querer conhecer vai ser muito lucrativo para nossa cidade.

         Venha conhecer essa terra ela é muito acolhedora é a cara de nossa cidade, já trabalho aqui a 5 anos e adoro tudo isso.



ASSISTA AO VÍDEO ABAIXO:
Visita a granja Carola



Alunas: Patrícia e Tatiane


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

AS TREZE INDUSTRIAS DE CHARQUE - ORIGEM DO MUNICÍPIO

Homenagem ao senhor José Leão



Vídeo da turma 8C/2015
As 13 Charqueadas

Professores:
 José Edimilson Kober
Linara Martins Martin Calbar

Por volta de 1774. O pioneiro na fabricação do charque foi o capitão Francisco Correia Sarafana, um fazendeiro em Arroio dos Ratos. Mais adiante, o coronel José Manoel de Leão adquiriu terras (provavelmente do capitão Sarafana) dando continuidade à produção saladeiril (nome dado à exploração das charqueadas), mantendo escravos no trabalho de salga da carne. Sabe-se que das 13 charqueadas que existiram no município, quatro pertenceram à família Leão.
         O professor Benedito Veit exibe na capa do seu livro um mapa localizando as charqueadas. “Por que Charqueadas”?  
 

Charqueada de número UM


Pertenceu a Manoel Faustino José Martins. Além da charqueada, ele tinha uma olaria. Era capitão e morava nesta área. Nesta charqueada, mais tarde foi construída a Charqueada Meridional, localizada na margem esquerda do Arroio dos Ratos. No Jacuí tinha uma ilha com o nome de Manoel Faustino, em sua homenagem”. 








Charqueada número 2 de Jerônimo Poeta “Provavelmente esta área (logo depois da primeira charqueada) foi adquirida por Francelina Bueno de Paula, que é avó da família Pires. Francelina faleceu com mais de 100 anos, já faz uns 140 anos. Ela portanto, foi testemunha da existência das antigas charqueadas de acordo com Cidislau Antônio Pires. Por lá existiu um velho casarão. Esta charqueada começava com a atual rua Costa e Silva.”

A direita Sra. Francelina Bueno de Paula
Charqueada de número 3 de Manoel Leão
Qorpo Santo

“O Cel. José Manoel de Leão é natural de Laguna (SC) tendo se mudado para Triunfo, onde chegou a ser comandante da Legião da Guarda Nacional; eleito vereador por duas vezes, no primeiro quadriênio em 1832 e também na segunda eleição em 1836. Foi fazendeiro e charqueador, no atual município de Charqueadas, morreu na madrugada de 18/09/1839, na sua charqueada, vítima de uma emboscada. Ele é pai de José Joaquim de Campos Leão “Qorpo Santo””.







Com relação a charqueada de número 4 de Juca Leão
José Leão na colheita, ilha da Paciência.


“Esta ficava ao lado da charqueada de Manoel Leão, no local onde fica o sítio Figueiras. Tem no local várias figueiras bem antigas. Conforme depoimento do Dr. Fernando Antônio Abreu, existiu um casarão, as margens do Jacuí que se localizava na área da mencionada charqueada. Hoje está área pertence ao Dr. José de Araújo Dornelles. Acredita-se que estes dois irmãos, Manoel e Juca, formaram a antiga chácara Leão, existente nesta área das duas charqueadas geminadas”.


A charqueada de número 5 de: Manuel Fernandes Lima, é considerada por muitos o lugar mais bonito de Charqueadas – O Porto Capela.



“Ficava onde hoje está o sítio Porto Capela do Dr. Fernando Antônio de Abreu e Silva. O nome de Porto Capela, deve-se ao fato de ter havido um porto em frente a esta charqueada: porto Dornelles. O nome Capela refere-se a primeira capela de Charqueadas dedicada a Santo Antônio, que levou sete anos para ser construída e que foi inaugurada em 28/04/1912.”

 Charqueada de número 6 de João da Costa, 
chamada de Sítio do Sobradinho



“Os prováveis herdeiros de João da Costa foram dois caixeiros viajantes: Ballvê e Rahbe. Hoje o local denomina-se Sitio Sobradinho, provavel homenagem ao sobrado que ainda se localiza lá e que foi a sede desta charqueada”.






Charqueada de número 7 de Francisco Borges

Esta charqueada localizou-se no coração da vila Santo Antônio,, povoado que existe uns 30 anos, de acordo com a professora Maria Gladis Beux. O Senhor Cidislau Pires conta que, uns 30 anos passados a UFRGS recolheu nesta antiga charqueada vários restos de ossos do gado ai abatido. Um dos moradores mais antigos desta área foi Artur Dornelles, avô do Dr. Jairo Dornelles. A escola é uma homenagem a este morador antigo. Na opinião de Mário Antônio Dornelles, o proprietário Artur Dornelles tinha uns 80 escravos e que por lá existiu uma senzala.
Por este motivo acredita-se que existiram em média 80 escravos em cada uma das 13 charqueadas.

Charqueada de número 8 – de Chico Leão



José Leão, 1950.

O nome deste charqueador é Francisco Leão, irmão do Cel. Manoel Leão, o qual também foi vítima da emboscada de 18/09/1839, na qual morreram várias outras pessoas.
Este estabelecimento saladeiril é a terceira charqueada que pertenceu a família Leão e que se localizava depois da vila Santo Antônio, no terreno hoje do grupo Gerdau. Jocelim Araújo (Joça) afirma que atrás da Gerdau havia um túnel, perto do rio Jacuí. O casal Araújo (Jocelim e Elizete) tinham um avô paterno – José Bento de Araújo que trabalhou nas charqueadas.















Charqueada de número 9 de Dona Maria Guedes
Mapa localizando as charqueadas.

A charqueada pertenceu a Da. Ma. Guedes, também ficava em área do atual grupo Gerdau. Cidislau Antônio Pires diz que toda área da Piratini era uma fazenda, portanto,própria para a localização de uma charqueada. É evidente que as charqueadas ficavam o mais próximo do rio Jacuí, dependendo do terreno ser mais baixo ou mais alto.










Charqueada de número 10 de Dona Senhorinha
Obras construção usina.

         A charqueada de número 10 ficava logo depois da Gerdau, em área da COPELMI. Conforme Joça, também atrás da área de COPELMI houve um túnel com portão de ferro no meio. No rio Jacuí tinha uma ilha com o nome Senhorinha, justa homenagem a esta charqueadora.


Charqueada de número 11 do Cel. Manoel dos Santos



Também está charqueada deve ter ficado em área pertencente a COPELMI já mais perto do antigo porto Mauá, onde a partir de 1890 a Companhia Estrada de Ferro e Minas São Jerônimo começou a construir seu porto.
Joça afirma que atrás da COPELMI existiu um casarão, provável sede desta charqueada.


Charqueada de número 12 de Maia


Cinema e escola, 1834.

Esta charqueada tinha o nome de Maia, pertencendo a esta família. Localiza-se no espaço onde ficava o antigo cinema e o prédio famoso, visto por A. Isabelle em 1834. Foi a partir desta área que surgiu o povoado que dará origem ao atual centro de Charqueadas. Havia também um porto por lá.

Este casarão deve ter sido a sede desta charqueada. O prédio ficava na atual rua Ricardo Louzada e ruiu no início deste século, após ter sido habitado por vários moradores, na opinião de Ester Gonzales de Souza, moradora do local, afirma que o casarão era feito de pedra, barro e tijolos bem grandes e a parede tinha um metro de grossura. Ester Gonzales conta que foi encontrado um tesouro na escada dos fundos.

Charqueada de número 13 de Dona Antônia



O nome completo desta proprietária é Da. Antônia Luiza de Lima, que foi a terceira mulher dona destas antigas charqueadas. Esta última charqueada, antes do Arroio Leão, ficava no entorno do Estádio Municipal. A sede deste estabelecimento de charque ficava no sítio de Júlia Sieben, pertencendo hoje a sobrinha de Júlia, Cecita Sieben.

O sitio mencionado fica em frente ao CTG Raízes da Tradição. Pelo depoimento de alguns moradores da redondeza foram encontrados ossos de animais, por ocasião da terraplanagem do estádio. Popularmente esta charqueada, tinha o nome de Arranca Toco. Esta foi a última das 13 antigas charqueadas.

O homem é sujeito da história, faz, transforma, constrói e reconstrói fatos. Faz- se muito importante conhecer o passado, entender o presente e preparar o futuro.
Não vivemos de passado, mas necessitamos do seu legado. Do charque à indústria, quantos sobreviveram para contar esta história de longa data?

Parabéns aos charqueadores do passado e aos charqueadenses do presente.  

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

FOTOS ANTIGAS MINERAÇÃO DO CARVÃO CHARQUEADAS/RS




Em 1882,a Companhia Mineradora comprou terras e transferiu a via férrea e o porto de embarque para Charqueadas, onde foi construído um lavador, uma fábrica de “briquettes” e um estaleiro.
O carvão, extraído em Arroio dos Ratos, era transportado até Charqueadas em trens. Depois em Charqueadas o carvão era embarcado (foto do 1° embarcadouro) em chatas puxadas por rebocadores e transportado até Porto Alegre e Rio Grande.

Em 1954 foi iniciada a abertura e montagem do Poço da Octávio Reis. No ano de 1956 o carvão começou a ser extraído de uma profundidade de 300 metros.
O primeiro equipamento completo (veja na foto “Poço Otávio Reis”) foi importado da Alemanha. Para aquela época, o equipamento era moderno e a mina podia ser comparada as maiores produtoras mundiais de carvão.


















































































sábado, 20 de junho de 2015

Heraldo Hass Kriger, ex-mineiro

Construção de galpão na mina.

Aluna: Bianca P.Kriger
Turma: A7/2015

Eu Bianca Pszigodinski Kriger entrevistei meu pai ex mineiro para contar sobre a mina na época em que ele trabalhava.  Meu nome é Heraldo Hass Kriger, eu comecei a trabalhar na mina em 1981 fiquei em um período de três anos e três meses.
 O carvão era retirado por correias e carrinhos puxados por locomotiva e depois eram transportados para a Eletrosul, aqui mesmo de Charqueadas.

Calderaria da COPELMI anos 80.


A mina por dentro na parte de baixo tinha o chamo real “rua” que saia para a galeria, nós mineiros usávamos por exemplo capacetes, lanternas à bateria entre outros apetrechos. As ferramentas que nós usávamos eram por exemplo pá, picareta, martelete e broca entre outros para cavar.
Me lembro de dois acidentes que ocorreram na mina, um deles na extração do carvão e o segundo foi construindo um silo no total desses dois acidentes três homens morreram.

O salário não era muito, mas naquela época se vivia bem pelo fato das coisas não serem muito caras.

Maquina bobcat retirando carvão da mina.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Aços Finos Piratini (Gerdau)



Lenon dos Passos Feijó   
Turma: A7/2015

Entrevistei o senhor Paulo Rodrigues de Souza sobre o seu tempo de serviço prestado a Aços Finos Piratini.
Em 1º de agosto de 1979 ele deu entrada na empresa e foram 33 anos de serviços prestados na mesma, exercendo a função de mecânico de manutenção.
E perguntando para ele um pouco sobre a empresa, eu descobri que ela foi fundada em 12 de dezembro de 1961, no governo de Leonel de Moura Brizola, mas as obras somente começaram em 1964 e a empresa foi inaugurada no dia 27 de junho de 1973.

Também descobri entrevistando o Sr. Paulo que na época de 1979 quando ele deu início na empresa havia 3000 mil funcionários, sendo assim ela tinha uma produção de 13000 mil toneladas por mês de aço, e que atualmente com apenas 1000 mil funcionários a empresa produz 35000 mil toneladas de aço, devido a alta tecnologia empregada na fabricação de aços especiais.


Perguntando um pouco mais para o Sr. Paulo sobre a empresa eu descobri que a empresa Aços Finos Piratini, passou a ser Gerdau em 1990 por que o grupo Gerdau privatizou a empresa. O Sr. Paulo me contando um pouco mais sobre me disse que a empresa trouxe muitas oportunidades de emprego para a cidade, e também trouxe progresso não somente para Charqueadas mas para os outros munícipios também.

Relatou sobre um acidente de trabalho que houve e ele presenciou. Um funcionário ao subir na chaminé da antiga redução para trocar uma lâmpada de sinalização, aí cedeu a chapa da base de sustentação da proteção vindo com isso o funcionário cair de uma altura de aproximadamente de 35 metros de altura. O mesmo teve óbito no local.
Aproveitando para agradecer ao Sr. Paulo pela entrevistada prestada deixamos a ele um abraço.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

ANTIGA CHARQUEADA - PORTO CAPELA



Capela de Santo Antônio,

Marco Histórico de Charqueadas.

Liandro Lindner
A Capela de Santo Antônio foi construída em 1912, nas proximidades da Penitenciária do Jacuí em Charqueadas. A iniciativa partiu da Sra. Sílvia Dorneles, que arrecadou doações dos moradores da localidade, e o terreno foi doado pelos antigos proprietários daquelas terras, seus parentes.

O atendimento religioso era feito por padres da paróquia de Santo Amaro (General Câmara). Quando estas visitas aconteciam, o dia era de festa e com missa, batizados e casamentos. Tradicionais também era os festejos em louvor a Santo Antônio, no mês de junho, procedimentos de tríduo, culminavam com grandes festejos populares dedicados ao Santo.
Com o passar dos anos, e a inauguração de outra capela mais central e ampla, (atual Igreja Matriz) a antiga capela de Santo Antônio não resistiu a ação do tempo e começou a ruir.
Segundo nos conta Saldino Pires, autor da Monografia de Charqueadas, “em meados de 1960, Rony Ficher Dorneles, iniciou uma campanha de arrecadação de fundo para reerguê-la. Um ano depois, estava toda reconstruída, voltando a ser frequentada novamente por seus devotos. Poucos anos durou porque se “devoto maior” reconstrutor e zelador, mudou-se para São Jerônimo e a capelinha ficou abandonada, e mais tarde arrombada, saqueada e destruída”. Atualmente, restam algumas paredes e seus grandes e velhos coqueiros, que imponentes assistiram o início da história desta cidade e as transformações que aconteceram desde então.



“Ficava onde hoje está o sítio Porto Capela do Dr. Fernando Antônio de Abreu e Silva. O nome de Porto Capela, deve-se ao fato de ter havido um porto em frente a esta charqueada: porto Dornelles. O nome Capela refere-se a primeira capela de Charqueadas dedicada a Santo Antonio, que levou sete anos para ser construída e que foi inaugurada em 28/04/1912.”

Poucas pessoas na Região Carbonífera conhecem o lugar, que fica em uma área entre o Rio Jacuí e a empresa GKN. O Sítio Porto Capela é uma propriedade privada e foi uma das 13 charqueadas existentes na cidade. Recentemente, o local passou por uma cuidadosa restauração.
O tombamento do Porto Capela como RPPN (Reserva Particular de Patrimônio Natural) foi reconhecido em agosto de 1995. No local, ainda, existe a casa branca, que foi sede da fazenda de charqueadores.
- A restauração da capela do Sitío Porto Capela foi um marco para preservar a história de Charqueadas. É o único local da cidade tombado como RPPN pelo IBAMA. Das 13 Charqueadas que existiram, o Porto Capela foi a única que restou. No intercâmbio Brasil/Chile que realizamos no ano passado, produzimos um vídeo sobre a visita dos alunos, que acharam o lugar muito bonito – conta o professor de História  José Edimilson Machado Kober.



domingo, 31 de maio de 2015

Esporte Clube Ouro Negro


      O Clube ouro negro surgiu 1º de Maio de 1962.O nome ouro negro se refere ao carvão mineral extraído do poço Otavio Reis o clube Ouro Negro foi fundado por mineiros da COPELMI, lá eles praticavam futebol e jogo de bocha sendo fundado para diversão e desabafar ou discuti sobre problemas da empresa baseados nos vários acidentes que lá acontecia. O Clube ouro negro era um clube amador sem registro na federação gaúcho de futebol disputava torneios amistosos e campeonatos da cidade, desfilava nas datas cívicas e realizavam bailes e reuniões sendo que qualquer mineiro ou familiar podia participar.

 Na COPELMI aconteciam vários acidentes por desmoronamento de rochas, asfixia de gases tóxicos. Choque elétrico por fios desencapados, queda, falha no elevador de trabalho e queda de altura.
Meu avô Simões era um mineiro e ele sofreu muitos acidentes na COPELMI o mais trágico foi quando ele ficou pendurado por um ferro no braço por seis horas se seu amigo não o salvasse poderia ter morrido.

O Clube Ouro Negro está se reerguendo pois esse mesmo sendo amador tem histórias incriveis.

NOME:Yago oliveira da silva TURMA:8B    
PROFESSOR: José Edimilson 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

O Clube Ouro Negro #charqueadas


Trabalho da aluna: 
Brenda Valle de Souza
Turma: 8C/2015
     O Clube Ouro Negro  foi criado no dia 1 de maio (dia do trabalhador) de 1962, o nome ouro negro se refere ao carvão mineral extraído do poço Otávio Reis. A sede ainda existe e fica na Av. 1 de maio, esquina com a rua José Maria de Carvalho.
       O clube foi fundado para diversões, praticar futebol, jogos de bocha, conversar e discutir, falar dos acidentes de trabalho que aconteciam na mina; O esporte clube ouro negro foi amador, sem registro na federação gaúcha de futebol. Disputavam partidas amistosas e torneios da cidade.



        O clube fazia desfiles nas datas cívicas e realizavam bailes e reuniões. Todos os mineiros e familiares podiam ser sócios. A nova diretoria tem como objetivo a restauração financeira e a legalização da entidade.
         Em (2014) uma comissão de amigo começou a se reunir para deixar a instituição legalizada – afirma Sergio Luiz Silveira, presidente do clube. Mesmo atuando em campeonatos, a associação esta fechada desde 2010. Em 2013, o ouro negro disputou a série prata do campeonato Municipal de futsal.


           Esse clube já fez sucesso e deveria continuar realizando campeonatos. Sociedade Charqueadense deveria colaborar para que o clube continue a sua historia.