domingo, 26 de agosto de 2018

HISTÓRIA DA AÇOS FINOS PIRATINI

Leandra Carvalho de Souza
Pietro Vinícius Borges Pereira
Thaissa Lorrana Naatz de Souza
9C/2018



I-INTRODUÇÃO
O trabalho resgata a história da empresa Aços Finos Piratini desde o início do ano de 1973 até nossos dias de 2018.O que Aços Finos Piratini faz: é uma usina siderúrgica voltada para atender principalmente à indústria automotiva.
II-JUSTIFICATIVA
É importante que a população de Charqueadas compreenda a importância econômica e social desta empresa para história deste município. O significado da construção de um bairro para que os funcionários, que vinham de outros lugares, morassem em Charqueadas. Bem como a construção de um ginásio de esportes e um clube. E até mesmo a ponte que dá acesso a cidade foi construída pela Aços Finos Piratini. São exemplos da relevância desta empresa para o município.



III-PROBLEMA
Investigar a História da Aços Finos Piratini de sua origem até os dias de hoje buscando fontes históricas diversas. Compreender como se desenvolveu está empresa no Município de Charqueadas, bem como sua importância econômica e social.
IV-OBJETIVOS
Resgatar a história, a memória e a importância econômica e social desta empresa o município de Charqueadas. Conhecer sobre a construção do bairro Aços Finos Piratini.


V- REFERÊNCIAL Aço finos- Mesmo sem percebermos, o aço inox está presente em nosso dia-a-dia diretamente, em forma de talheres, baixelas, ou indiretamente, na indústria automotiva, na indústria em geral (arquitetura, laticínios, bebidas, bens de capital, produção de açúcar, álcool, naval, papel, etc…


VI- METODOLOGIA
Realizaram uma pesquisa bibliográfica e documental buscando em livros, informativos e jornais locais. Realizaram entrevistas com atuais funcionários e ex-funcionários da empresa. É um trabalho de história oral e local. Trata-se também de uma pesquisa qualitativa pois buscaram explicar o porquê das coisas, exprimindo o que convém ser feito. Devemos valorizar a memória dos sujeitos históricos que constroem suas histórias diariamente, pois o ensino de História Local permite que possamos dar vozes àqueles autores que estiveram marginalizados pela História Oficial.

VII-RESULTADOS E DISCUSSÕES
Foram analisados 3 artigos do Informativo O Aço, um jornal da própria Aços Finos Piratini, que era distribuído aos seus funcionários. Também trabalhamos com entrevistas realizadas por alunos de História do professor José Edimilson Kober. Este presente grupo também realizou entrevistas.
Perceberam que a Aços Finos Piratini é e sempre foi uma empresa muito importante para a economia de nossa cidade, porém com seus pontos negativos, como acidentes que ocorreram com trabalhadores. A Aços Finos Piratini é uma empresa com baixos salários iniciais, com metas para que se elevem, tem um trabalho muito intenso e para alguns estressante.


VIII-CONCLUSÃO
O trabalho resgatou a história da empresa Aços Finos Piratini desde o início do ano de 1973 até nossos dias de 2018. As palavras chaves, para auxílio dos leitores entenderem melhor o vocabulário a ser usado.
O trabalho tem a função de lembrar aos charqueadenses no geral, pois moram na cidade e muitos não sabem a história da Aços Finos Piratini por isso nós nos disponibilizamos a tentar recuperar a antiga história da AFP hoje mais conhecida como Gerdau.
A partir de setembro está prevista a ampliação deste grupo que deverá contar com mais três integrantes. Isto tem por finalidade dar continuidade ao processo investigativo. A presente pesquisa deverá ser apresentada também aos alunos e professores da Escola Gabriela Mistral no projeto de intercâmbio Brasil X Chile, entre outubro e novembro de 2018.




IX- REFERÊNCIAS
KOBER, J. E. (14 de Dezembro de 2015). AS TREZE INDÚSTRIAS DE CHARQUE - ORIGEM DO MUNICÍPIO. Fonte: Histórias de Charqueadas: http://charqueadashistoria.blogspot.com.br/2015/08/as-treze-industrias-de-charque-origem.html
INFORMATIVO, O Aço. Aços Finos Piratini. Diversos.
PIRES, S. A. (1986). Monografia Charqueadas: sua origem, sua história, sua gente. Charqueadas: Folha Mineira.
PIRES, S. A. (2012). Histórias do Povo de Charqueadas. Charqueadas: Naibert.
VEIT, B. (2008). Por que Charqueadas? São Jerônimo.


quarta-feira, 25 de julho de 2018

HISTÓRIA DO CEMITÉRIO JÚLIO ROSA



Alunas pesquisadoras e autoras deste trabalho:
Isabela Corrêa Macedo
Jade Lemoni Cezimbra



O tema é sobre a história do Cemitério Júlio Rosa. O cemitério Júlio Rosa fica em Charqueadas RS. Júlio Rosa doou seu terreno para São Jerônimo construir um cemitério, e em troca ele teria o nome “Cemitério Júlio Rosa”. Fizemos um resumo e elaboramos entrevistas para algumas pessoas. 

Esse trabalho é muito importante por que fala sobre o legado de uma pessoa importante e nobre que doou seu terreno para São Jerônimo construir um cemitério, o acordo foi que o nome do cemitério seria “Cemitério Júlio Rosa” e ele e sua família seriam enterrados lá, eu acho muito interessante e curioso e vivo me perguntando o porquê dele fazer isso? 

Esse trabalho contribui para preservar a história e o legado, a memória de nossa cidade. Além de ajudar os alunos pesquisadores aprofundarem nas histórias do passado, vai ser uma experiência e tanto para a gente. 


O túmulo mais antigo 

Oficialmente não temos uma data precisa, mas segundo a pesquisa feita pelo administrador do cemitério Sérgio Peres o túmulo mais antigo que se encontra no setor AF 142 data de fevereiro de 1909, onde foi sepultado Alexandre Ignácio da Silveira. 

O cemitério 


Por tradição os cemitérios são criados sempre em áreas altas como prevenção de alagamentos. Segundo informações de pessoas mais antigas na cidade essas terras pertenciam ao senhor Júlio Máximo da Silva Rosa, que foi sepultado neste cemitério em 17 de agosto de 1920 no setor AE 148. 


Funcionários mais antigos 

Os funcionários mais antigos já são falecidos, ex: o senhor Mário José Marques que teve o seu óbito em 24 de maio de 2000. Um outro que se encontra vivo e que trabalhou no cemitério por 27 anos é um senhor conhecido como Munuca, que mora pelas imediações do cemitério. Com a criação da vila Campo Santo. Foi aí que os responsáveis da época pela organização da antiga vila receberam a doação dessa área por parte do senhor Júlio Máximo da Silva Rosa que após o seu falecimento recebeu a homenagem levando seu nome " Júlio Rosa". 


JÚLIO ROSA 

Júlio Rosa foi um grande fazendeiro em Charqueadas, suas terras estavam situadas próximas ao rio Jacuí. A área onde está localizado o cemitério, foi doada por ele, para a comunidade, por isso, chama-se “Cemitério Júlio Rosa”, vedando a prefeitura de instituir o pagamento de aluguéis anuais. O seu túmulo deverá ser tombado pela Lei 942/99, que instituiu proteção ao Patrimônio Histórico Artístico e Cultural do Município de Charqueadas. Nele lê-se: Júlio Máximo da Silva Rosa, nascido em 31/03/1831 e falecido dia 17/08/1920. 



Entrevista com a dona Rosa. 


O primeiro zelador do cemitério de charqueadas foi o senhor Venâncio Antônio de Souza, depois de ter perdido uma filha, teve o conhecimento que o cemitério estava em abandono. Teve a iniciativa de começar a limpar por conta própria. Sem nenhuma gratificação, naquele tempo, não tinha recurso em Charqueadas, era impossível conseguir alguma documentação, espero que as autoridades continuem com este trabalho, que agora está sendo feito Melhorias para o bem da nossa população. Porque lá está nossos entes queridos. A prefeitura tomou conta e começaram a cuidar do cemitério. Quem cuidava era o zelador Marcio Marques. Quem foi Júlio Rosa? Ele era um morador de 

Charqueadas morava com dona Júlia Lobem moradora de Charqueadas também que residia na Rua Júlio Rosa em uma chácara, hoje falecida. Naquele tempo não tinha nem prefeitura em Charqueadas tudo era feito em São Jerônimo. 

O grupo de alunas 


As pessoas não devem esquecer da história de Charqueadas, e de pessoas tão boas como o Júlio Rosa, pois ele fez um gesto muito bonito, as pessoas precisam valorizar mais gente como ele, é por isso que nós escolhemos fazer sobre este assunto, nós planejamos resgatar a história de Charqueadas, para que no futuro, as pessoas não se esqueçam do Júlio Rosa. E também, isso servirá de aprendizado, não só para nós, mas para os que virão depois.

Professor: José Edimilson Kober

terça-feira, 24 de julho de 2018

O TREM EM CHARQUEADAS/RS


Alunos pesquisadores e autores: 


Bruno Cardozo da Conceição, 

Eduardo Szortyka da Silva e 

Felipe Carvalho Lacerda



Outro meio de transporte muito usado em Charqueadas, no tempo do porto de embarque de carvão, eram as locomotivas a vapor, apelidadas de “Maria Fumaça” faziam o transporte de carvão das minas de Arroio dos Ratos ao porto de Charqueadas, dia e noite, mas somente em alguns horários, eram feitos o transporte de passageiros, sempre cheio de gente, na maioria empregados da empresa.                  

O nosso trem de antigamente transportava vários itens, incluindo pessoas, e ele era movido a carvão. As embarcações na beira do rio antigamente eram feitas por chatas e logo depois passou a transportar carvão.


As empresas dos trens

Na época, em que os trens funcionavam em Charqueadas muitas pessoas viajavam nos trens (pois eram o melhor transporte da época). O nome da empresa dos trens era CADEN (uma das únicas empresas da época) E depois passou a ser COPEL a nova empresa dos trens na época.
O nome da empresa está escrito na locomotiva, Companhia Estradas de Ferro das Minas de São Jerônimo. 


Os maquinistas

            Trabalhavam por volta de 10 a 15 maquinistas por volta de 12 horas por dia enquanto o trem viajava de Charqueadas à Arroio dos Ratos, e atualmente na data na qual estamos escrevendo (3/5/2018) há apenas um vivo: O senhor Antônio de Souza, que deve ter por volta de uns 80 á 95 anos, eles conduziam trens de até 10 vagões, e o trem ficava fora por aproximadamente 1 dia por alguns imprevistos como coisas novas para levar ou trazer e por isso que eles trabalhavam das 6 horas da manhã até 3 horas da manhã.
  
Acidentes

             Os trens sofriam muitos acidentes seja por trilhos mau encarrilhados ou atrasos, seja por animais mortos ou qualquer outra coisa, mas um dia houve um incidente em que o trem teve que ser parado pois havia um corpo de uma mulher nos trilhos ninguém sabe direito até hoje o que aconteceu, o que foi muito comentado na época é que teria sido assassinada pelo marido.
 Pelo incidente o maquinista que já estava atrasado, teve que esperar tudo ser resolvido para poder seguir viagem. Esta foi uma das muitas histórias de um maquinista daquela época.



Entrevista com
01) Como era o dia-a-dia do maquinista do trem?
 O dia-a-dia dos maquinistas começava sempre normal às 6h da manhã, mas por causa dos problemas que ocorriam durante o trajeto eles não tinham hora para voltar.

2 ) Qual o nome da empresa?
O nome da empresa se iniciou como Caden e depois Copelme

3) Quantos Trens eram usados?
Os trens eram usados em turnos e cada trem possuía vários vagões.

4) Por onde o trem passava em charqueadas?
Os trens passavam por Arroio dos Ratos, São Jerônimo, Butiá, além de charqueadas, e onde agora fica a loja Pompéia havia uma estação.
                                              
5) Quantas horas o maquinista trabalhava por dia?
O trem passava 12h por dia fora da cidade.
                                    
6) Quantos maquinistas trabalhavam na empresa?
Quantos maquinista exatos não sabemos, mas haviam 10 maquinistas conhecidos.

7) Quantos vagões tinham no trem?
 Nos trens haviam por volta de 10 vagões, que são mais conhecidos como comboios.

8) Quanto tempo o trem passava fora de charqueadas?
O tempo era variável mais ou menos 1 dia, dependendo dos imprevistos que ocorriam.


9) Até quando os trens funcionaram em charqueadas?
Eles funcionaram até a evolução para as rodovias.  
10) Por que eles pararam de funcionar? Quando pararam?
 Eles pararam pela criação das rodoviárias.

11) Já aconteceu algum acidente?
Vários acidentes, devido ao mau estado dos trilhos.

O que aconteceu com os trens?

          Os trens começaram a funcionar em 1930 e acabou quando evoluíram para as rodovias. Os trens começaram a sair de circulação por causa de muitos acidentes que ocorriam por má manutenção dos trilhos e a evolução para as rodovias, e por causa dessa má manutenção dos trilhos também aconteciam diversos acidentes.


Professores:
Cassia Andresa Driszer de Carvalho
José Edimilson Kober

segunda-feira, 23 de julho de 2018

AÇOS FINOS PIRATINI - JOSÉ LEANDRO

Entrevistadora:  Leandra Carvalho de Souza



Entrevista com o senhor José Leandro
1-Seu nome completo?
José Leandro Nunes de Souza

2- Quando o senhor começou a trabalhar na empresa? Quanto tempo trabalha nela?
26/07/1987, trabalha a 28 anos na empresa.

3- Quais eram suas funções e cargos na empresa?
Iniciei como auxiliar de oficina de cilindros, mecânico 1,2,3,operador de oficina de cilindros(nível 4)
Funções:
Auxiliava na limpeza de peças, revisão, montador de cilindros de laminação, mecânico montador de gaiolas e blocos da neiele, manutenção de gaiolas de laminação.

4- Quando e como começaram as obras que deram início a Aços Finos? Tem lembranças dessa época? Ou fotos?
Foi fundada em 12 de Dezembro de 1961no governo de Leonel de Moura Brizola, mais as obras começaram somente em 1964, e inaugurada em 27 de Junho de 1973.

5- Como funcionava a Aços Finos? E como funciona hoje? Pode comparar?
Funcionava com uma média de 3000 operadores subdivididos em diversas áreas: Laminação, aciária, laboratório, almoxarifado, oficina de manutenção, engenharia, pátio de sucata, transformação mecânica. E se produzia em média 13 mil toneladas de aço por mês, os equipamentos eram ultrapassados e com alto índice de manutenção. Dos dias de hoje foi trocada boa parte da tecnologia, laminadores modernos com muita boa eficiência e chegava a produzir próximo de 40 mil toneladas de aço por mês, com mais ou menos 1300 funcionários. 


6- Quando e por que a empresa passou para Gerdau? Tem lembranças dessa época?
Em 1990 deu início ao processo da privatização e em 1992 o empresário Jorge Gerdau Joanpetter, e por fim deu-se o nome de Gerdau

7- Qual é a importância desta empresa para o município de Charqueadas? Quais contribuições a empresa deu a cidade e sua população?
Trouxe muitas oportunidades de emprego para a cidade como: comércios, supermercados, setor imobiliário, a inauguração de uma escola técnica hoje mais conhecida como CNEC, e pequenas empresas que se instalaram no município.

8- Aconteciam acidentes de trabalho? Pode contar sobre alguns?
Acidente fatal ocorrido com colaborador que prestava manutenção em um carro pórtico, o mesmo estava em cima do carro realizando a manutenção e foi esmagado devido ao operador que estava rebocando esse mesmo carro, não ter a noção de altura de teto do prédio, vindo a óbito.


9- Quem são os funcionários mais antigos que ainda estão vivos? Sabem onde moram ou tem o telefone de algum deles?
Adalberto de Oliveira, Aimore Duarte, Maria conceição.

10- O senhor tem fotos antigas? Podemos bater foto das fotos?
Sim
11- O senhor tem algum documento que possamos fotografar?
Sim, carteirinha Associação dos Funcionários da Aços Finos Piratini .



sábado, 17 de março de 2018

CHARQUEADAS DE SÃO JERÔNIMO




As margens do rio Jacuí, na região antigamente do município de São Jerônimo, foram testemunhas, na segunda metade do século 18, do surgimento das primeiras charqueadas. Em torno delas, formou-se um núcleo populacional que viu a economia crescer com a criação de 13 charqueadas as margens do rio.
O pioneiro dessa atividade e neste local foi o capitão Francisco Correia Sarafana, um fazendeiro em Arroio dos Ratos. Mais adiante, o coronel José Manoel de Leão adquiriu terras (provavelmente do capitão Sarafana), dando continuidade à produção saladeiril (nome dado à exploração das charqueadas), mantendo escravos no trabalho de salga da carne. Acredita-se que haviam 80 escravos em média em cada uma das 13 charqueadas. Sabe-se que destas charqueadas quatro pertenceram à família Leão.
A Revolução Farroupilha veio alterar o quadro em São Jerônimo, hoje município de Charqueadas/RS. O coronel, que se tornou comandante da Legião da Guarda Nacional de Triunfo engajou-se na luta e acabou morto em sua fazenda. Os filhos Francisco José de Leão (Chico Leão) e José Manuel de Leão (Juca Leão) tiveram o mesmo destino e foram assassinados pelo Barão do Jacuí, Francisco Pedro de Abreu, na madrugada do dia 18 de setembro de 1839. Mas Juca Leão já tinha uma herdeira, Maria Antônia Socorro de Leão, que viria a se casar em 1846 com Antônio Joaquim Dorneles e Souza, de família também dedicada ao mesmo ramo. Assim, as charqueadas prosseguiram por muito tempo, escoradas na mão de obra escrava, consolidando uma população crescente naquela área e levando para outros pontos o resultado da produção local.


Cede da antiga Charqueda Sítio do Sobradinho, que pertenceu ao charqueador João da Costa. E seus prováveis herdeiros foram Ballvê e Rahbe.


Pelo rio Jacuí inúmeros barcos transportavam, até o porto de Rio Grande ou até Porto Alegre, grande quantidade de charque, o sebo e os couros. O rio passou a ser a melhor opção para transportar mercadorias e pessoas.

José Edimilson Kober

terça-feira, 6 de março de 2018

O CARVÃO EM #CHARQUEADAS - RS





Uma atividade econômica na segunda metade do século 19 ligou as cidades de Charqueadas e Arroio dos Ratos. Precisamente, o carvão extraído nesta última cidade passou a ser levado em trens para Charqueadas, onde a Companhia Mineradora montou uma infraestrutura grande para desenvolver a atividade.
Terras foram compradas, a via férrea e o porto de embarque foram instalados na cidade. Além disso, foi construído um lavador, um estaleiro e uma fábrica de briquetes (tijolo composto de carvão em pó e um aglutinante). Todo esse aparato para que o carvão vindo dos Ratos pudesse ser embarcado em chatas puxadas por rebocadores até Porto Alegre e Rio Grande. Uma nova etapa começou em 1954, quando se iniciaram os trabalhos de abertura e montagem do Poço da Octávio Reis.
No dia 26 de janeiro de 1956 foi inaugurado o Poço da Otávio Reis, na presença do governador Ildo Meneghetti, sendo a CADEM a proprietária da mina. A partir de 1956, o carvão passou a ser extraído de uma profundidade de 300 metros por meio de uma tecnologia moderna. O primeiro equipamento completo foi importado da Alemanha, e a mina podia ser comparada às maiores produtoras mundiais.
No poço Otávio Reis, o transporte do carvão é feito por dois “skips”, com capacidade de 3,5 toneladas por hora, ou 2.560 toneladas por dia de 16 horas. Já na superfície, o carvão é transportado por meio de correias até o lavador, ou ainda para uso na Aços Finos Piratini.


Os acidentes, porém, se tornaram frequentes, tendo como uma das causas a precariedade dos túneis.
Entrevista com o ex-mineiro,  Arcilon Moura de Lima –
“Como era lá em baixo da mina?
Era um túnel real mestre medindo três metros de altura e quatro de largura, escavado com madeira, ferro e pedra, e nas frentes onde saia, o carvão escavado somente com madeira era muito perigoso. Tinhamos problemas de saúde, o carvão no pulmão, problema na coluna e várias quebraduras quando tinha acidentes.”


 Dois deles foram marcantes: a queda do elevador de serviços no poço de ventilação, em 1978, com três vítimas fatais; e o incêndio de uma correia na galeria número 10, em 1980, com cinco mortes. Arbitrariedades administrativas seguidas de greve completaram o quadro que culminou com a desativação total da mina. (https://sites.google.com/site/charqueadashistoria/home/arcilon-moura-de-lima)

José Edimilson Kober

#charqueadas

sábado, 24 de junho de 2017

CHARQUEADA NÚMERO UM - DE MANOEL FAUSTINO #charqueadas


“O nome completo deste charqueador era, Manoel Faustino José Martins. Além da charqueada, ele tinha uma olaria.. Era capitão e morava nesta área. Nesta charqueada, mais tarde, será construída a Charqueada Meridional, localizada na margem esquerda do Arroio dos Ratos. No Jacuí tinha uma ilha com o nome de Manoel Faustino, em sua homenagem.” (Por que Charqueadas? Veit, Benedito, pág. 18)
Ramiro Fortes Barcelos
“A charqueada Meridional foi construída na confluência do Arroio dos Ratos com o rio Jacuí no inicio do século XX, no local onde anteriormente estava a charqueada do capitão Manoel Faustino. O principal donatário foi F. de Barcelos, associado com o Cel. Júlio Rebelo.”

“Este estabelecimento já estava abastecido de recursos modernos para o fabrico de charque, graxas e outras matérias primas. Carlos Alfredo Simch afirma que foi em 1906 que o médico e político Ramiro Barcelos fundou e dirigiu a charqueada Meridional, no local onde hoje situa-se a “Colônia Penal”. Houve no local um belo casarão de estilo colonial português, onde o senador chegou a morar algum tempo.”


“Cidislau afirma que as paredes do casarão tinham um metro de grossura e era feito de tijolos, taquaras e barro. Este prédio serviu também de escola por algum tempo, tendo como um dos seus alunos Hipólito Alves dos Santos (73 anos), pai da professora Solange Payhan, professora da Escola Ramiro Barcelos. Por volta de 1979 procurou-se transformar este casarão em Museu das Charqueadas. Após a falência do Meridional, passou para um banco, e o resto passou para o Estado. Em 1908, lá foi criado um posto Zootécnico e depois transformado em hospício para insanos. Durante o Estado Novo tornou-se Penitenciária Agrícola e mais tarde Colônia Penal Agrícola Gal. Daltro Filho. ... No início da década de 1970 a Col. Penal Agrícola virou na atual Penitenciária do Jacuí (PEJ).”

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

CHARQUEADA DO SÍTIO DO SOBRADINHO #charqueadas




Também chamada de charqueada de número seis.

CHARQUEADA DE JOÃO DA COSTA

“Os prováveis herdeiros de João da Costa foram dois caixeiros viajantes: Ballvê e Rahbe. Hoje o local denomina-se Sitio Sobradinho, provável  homenagem ao sobrado que ainda se localiza lá, que foi a sede desta charqueada.”
Esta área atualmente pertence ao Senhor Ilo Lopes Teixeira, que converteu o local em sitio de lazer e um local de pesca “pesque e pague”. Perto dos lagos pode-se ainda hoje encontrar restos de ossos. Ao lado de um dos lagos encontramos sinais evidentes de farinha de ossos, no local onde aconteceu um aterro para facilitar o acesso ao lago”.



VERA ALVES
                                                   O  Sobradinho

Localizado na Vila Santo Antônio o senhor Evalino Coelho . Na década de 1920 o casal foi morar com seus 6 filhos no sobradinho mas dividiam o espaço com outras famílias na época não tinha janelas nem portas eram feitas cortinas de lençóis velhos. O senhor Evalino coelho trabalhava na ilha fazendo plantação e ali casou uma das filhas ao 27 anos. Nair coelho casou e foi morar no centro de Charqueadas e la ficou alguns anos e acabou voltando para o sobradinho.Seu Osmar Machado começou a trabalhar na plantação na ilha e ao atravessar o rio com sua filha e outro senhor acabou virando o barco e o senhor Osmar acabou falecendo  e alguns anos após seus pais também faleceram e a dona Nair coelho com seus filhos abandonaram o  Sobradinho.



Mas na época o dono do sobradinho ainda existiam e eles arrendou para dona Morena link ao passar o tempo dona Morena link ficou viúva e saiu do sobrado já nesta época o dono morreu e os filhos continuou arrendando com o passar do tempo os herdeiros sumiram e o seu Ilo tomou conta ao passar do tempo a prefeitura tomou conta de uma parte e seu Ilo fez uso capeão e tornou-se dono de parte das terras e fez um pesque e pague ,campo de futebol.e cuida de animais cobrando taxas para manter os animais .

 Mas o sobradinho continua em estado de calamidade não fizeram reforma alguma e dona Nair está com 84 Anos e com muita saúde e consciente relembra toda sua passagem pelo Sobradinho. 




terça-feira, 20 de dezembro de 2016

HISTÓRICO DA CÂMARA DE VEREADORES - #CHARQUEADAS/RS


As primeiras atividades do Poder Legislativo Charqueadense eram realizadas no prédio da antiga prefeitura, onde hoje é o Supermercado Bonato. O Prefeito do município à época era Anápio Ferreira que, objetivando se livrar da despesa de aluguel do prédio onde funcionava Câmara e Prefeitura juntas, designou uma frente de trabalho comandada pela Arquiteta Eneida Ferreira Cidade para que os prédios do Executivo e Legislativo fossem construídos. O projeto arquitetônico da Câmara fora assinado pela então arquiteta Diza Gonzaga, hoje Presidente da ONG Vida Urgente. Pois em 28 de Março de 1987, quando a cidade comemorava 5 anos de emancipação política, eis que são inaugurados os prédios do Legislativo e Executivo Municipal.
A sessão inaugural da Câmara de Vereadores no ano de 1983 fora presidida pelo Vereador mais votado, o então atual Vereador José Francisco Silva da Silva, o Chiquinho que, além de abrir os trabalhos, deu posse ao Prefeito Anápio Ferreira como primeiro Prefeito do novo município.



O primeiro Vereador a presidir a Câmara Municipal fora Nelci de Moraes, do PDT, posto que ocupou por 2 anos (1983-1984), retornando em 1992. Junto com ele estavam na Mesa Diretora os Vereadores Conceição Castilhos (PDT), Chiquinho (PDS) e Élbio Schonhofen, o Binho, também do PDS. Foi também nesta legislatura que o Poder Legislativo contou com a primeira mulher vereadora do município, a Vereadora Vilma Castro, do PDT e que fora aprovado o brasão e a bandeira do município desenhados por Tânia Fernandes e escolhido por concurso que carregou uma grande polêmica entre Executivo e Legislativo, já que o projeto não fora inicialmente apreciado pelos vereadores, sendo que no fim teve de assim ser feito.
Com a eleição do então Prefeito Aldo Moreira (1989-1992), veio uma nova legislatura e uma Câmara bastante renovada em relação a anterior, trazendo apenas 4 dos parlamentares inaugurais. O marco da 2º Legislatura situa-se na elaboração da Lei Orgânica e do Regimento Interno da Câmara, inspirados nos textos já existentes da cidade de São Jerônimo. Sendo assim, abriu-se a Assembleia Constituinte em 1989, a mesma fora presidida pelo Ver. José Francisco Silva da Silva (Chiquinho) que era também o Presidente da Câmara. Para a elaboração do texto, várias comissões de sistematização foram criadas para que se discutissem temas relevantes para a comunidade. Após várias discussões, é aprovada a Lei Orgânica do município de Charqueadas em Abril de 1990, sendo que o Regimento Interno fora discutido e aprovado somente no ano de 1992.



A Terceira Legislatura (1993-1996) representou mais uma vez uma renovação quase que completa do Poder Legislativo Municipal, pois, dos onze parlamentares, apenas Luís Carlos Krever se reelegeu, enquanto Hélio Sippel assume como Vice-Prefeito ao lado do ex-prefeito de São Jerônimo, José Manoel Gonzales de Souza. Nessa legislatura também ingressa a segunda e a terceira mulher vereadora, a Ex Primeira Dama Valquíria Ferreira, esposa do primeiro prefeito Anápio Ferreira, e a Ex Vice-Prefeita, Reny Tavares de Andrade. Além delas, outras personalidades importantes do município ingressam no Legislativo como Waldemar Gauss Filho. É nesta legislatura que se aprova a Lei Geral dos Servidores do Município, a Lei Municipal 507/1993, que vem firmando as relações entre o município e seus servidores até os dias de hoje.
A Quarta Legislatura (1997-2000) marca o aumento do número de parlamentares de onze para treze vereadores e mais uma vez uma renovação quase que completa dos mesmos. Dos onze anteriores, apenas três se reelegem e a única mulher vereadora assume após o licenciamento do então vereador eleito Luiz Paulo Ferraz para assumir a Secretaria Municipal de Assistência Social. É nesta legislatura que se registra a primeira bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) com dois vereadores representando a situação municipal que tinha a minoria entre os parlamentares.
A Quinta Legislatura (2001-2004) marca mais uma vez a renovação no quadro de parlamentares e o ingresso de três mulheres entre os vereadores, as Vereadoras Paula Ynajá Nunes, ex Secretária Municipal da Educação, Flora Luzia Heberle, ex Primeira Dama do município e Patrícia Ferreira da Silva.
A Sexta Legislatura (2005-2008) representa a queda do número de vereadores no município em decorrência de um cálculo constitucional feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), passando de treze para nove vereadores. Nesta legislatura ingressa o vereador mais jovem da história do município e que também assume a Presidência da Câmara no primeiro ano, o Vereador Simon Souza, filho do ex Prefeito José Manoel e da ex Vereadora Flora e também ingressa a vereadora mulher mais votada na história do legislativo, a Vereadora Rosângela Dornelles. É nesta legislatura que se registram grandes inovações e empreendimentos na Câmara Municipal, quando o prédio passa por grandes reformas visando acessibilidade aos deficientes físicos, a criação do Espaço das Comissões e a autonomia administrativa-financeira da Câmara com o seu registro como Pessoa Jurídica. É nesta legislatura que o primeiro Vereador assume duas vezes a Presidência da Câmara no mesmo período. O Vereador João Franco assume a Presidência nos anos de 2006 e 2008.
A Sétima Legislatura (2009-2012) apresenta uma grande renovação no quadro de parlamentares, onde apenas quatro da anterior retornam para a Câmara. É nesta legislatura que se registram também grandes empreendimentos e também a realização do primeiro concurso público na gestão do Vereador Paulo Roberto Araújo, onde ingressaram oito servidores efetivos em 2009. No ano de 2011, por determinação do Ministério Público e do Tribunal de Contas, houve também o início do processo de terceirização de serviços antes prestados por contratos temporários, sendo o contrato assinado no ano de 2012.
 Trabalho da aluna Natália Quintana

C5/2016

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O ANIVERSÁRIO - AÇOS FINOS PIRATINI - #charqueadas


Aços Finos Piratini originou-se de um grupo de trabalho criado em 29 de julho de 1960 pelo governador gaúcho. A ideia de implantação de uma siderúrgica hoje, esta a siderúrgica não obstante a descrença de muitos e a oposição de varias correntes do centro do pais o Rio Grande ganhou a parada.Em 1996 a Aços Finos Piratini já estava pronta, faltava somente as fundações, dos prédios das áreas industriais.

Dia 27 de junho de 1973 a inauguração da AFP o professor Bernardo assim se pronunciou a incorpora se formalmente ao complexo siderúrgico brasileiro a ideia geratriz foi de fazer um uso racional dessa grande riqueza do solo Rio Grandense.Em 1987 ouve a grande luta de expansão da nossa empresa o presidente da empresa afirma que a instalação de equipamento para produção de aços aumentaria de 300 mim toneladas em investimento 267milhões que daria em torno de 700 Dólares por toneladas.



Jornal O Aço


Paulo Lippmann autor do documento titulo O Aniversário, esse texto se trata de vitória da raça em 1960, o bate-estaca em 1966, a inauguração em 1973, Aço para todos os mercados 1987.


Analise do jornal O Aço é um trabalho da aluna: Alessandra Castro da silva Dos Santos
Turma 9A/2016